PSD definiu Ronaldo Caiado como pré-candidato do partido na disputa presidencial de 2026. Caiado volta a uma disputa presidencial depois de 37 anos (era um dos mais de vinte candidatos na lendária eleição de 1989).
O preferido de Gilberto Kassab era Tarcísio de Freitas (REP), que optou por continuar no governo de SP. Kassab não gostou e disse que “gratidão é diferente de submissão” sobre a relação de Tarcísio e Jair Bolsonaro.
O governador Ratinho Jr passou a ser o favorito, mas desistiu depois de Sergio Moro se filiar ao PL e ameaçar a continuidade do seu grupo no poder paranaense, além do medo do escrutínio que fariam dos negócios da família Massa.
Sobrou Eduardo Leite e Caiado. A cúpula do PSD optou pelo governador de Goiás em detrimento ao governador do Rio Grande do Sul pensando que Caiado é experiente e pode pegar fatia do eleitorado da direita que é maior que o eleitorado de centro no qual Leite é mais chamativo.
O governador gaúcho não gostou acusando o partido de embarcar na atual polarização. Não surpreende. Leite fez o mesmo no PSDB ao perder as prévias do partido em 2022. Inconformado, sabotou João Doria até desistir prejudicando o partido. Leite saiu do PSDB seduzido por Kassab na ilusão que um partido maior o garantiria a candidatura e teria mais chance de ser eleito. Errou feio de novo.
A morte da terceira via não aconteceu, porque nunca existiu na atual conjuntura política. Desde 2018 tentam criar uma alternativa aos polos e fracassam sempre.