Perigo de revolta popular

Davi Alcolumbre (União/AP) aproveitou sessão do Senado para desabafar e mandar recados.

Avisou que a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 aprovada na Câmara não vai atropelar ritos, defendeu que o Senado debata, faça mudança no texto se reafirmando como casa revisora e não carimbadora.

Sobre a CMPI do Master, Alcolumbre justificou que não leu o requerimento de abertura porque a CPMI seria feita de “palanque eleitoral”.

A maioria absoluta da população que apoia a redução da jornada de trabalho, principalmente os trabalhadores do regime 6×1, não aceitará protelação e menos ainda mudanças que a prejudique. Pode acontecer o que ocorreu no Nepal, transformando o que aconteceu aqui em junho 2013 e janeiro 2023 em uma nota de rodapé.

Lula contribuiu para crise Master-BRB

Ao impedir a venda do Master para o BTG, o presidente provocou o rombo no banco público de Brasília, nos fundos de previdência e no FGC

O caso Banco Master é uma novela que está longe do final. Várias reviravoltas acontecerão. Depois do Flavio Bolsonaro ser engolfado no escândalo, chegou a vez de Lula.

A reunião secreta que o presidente teve com Daniel Vorcaro acompanhado por Gabriel Galipolo, a pedido de Guido Mantega, teve desdobramento com reportagens no UOL e Poder 360.

O UOL mostra o plano de venda do Master para o BTG, do André Esteves. Vorcaro mostrou o plano para Lula na reunião e o presidente fez ele desistir xingando o ex-presidente do BC Campos Neto e criticando Esteves.

Toda a confusão que teve início na tentativa frustada de compra do Master pelo Banco de Brasília teria sido evitada se Lula não tivesse incentivado Vorcaro não se desfazer do Master para o BTG. A partir dali Vorcaro tentou salvar o seu banco por meio de dinheiro público via fundos de previdência de cidades e estados por meio de influência política, além do rombo que deixou no BRB, no FGC e nos fundos de previdência.

“Furacão Master” ficou incontornável

Daniel Vorcaro voltou a ser preso pela Polícia Federal. A nova prisão do banqueiro ostentação que cresceu por meio de trambiques e foi esperto criando uma rede de contatos de políticos independente da coloração partidária, influência em autarquias e instituições, por meio de corrupção ou uma gentil cortesia (seja doação eleitoral, um patrocínio, um contrato milionário a escritório de advocacia, compra de resort, passagem para Disney) mostrou que vai além de um estelionatário.

É um mafioso sem escrúpulos que não hesita em tomar qualquer atitude para proteger seus crimes que continuaram mesmo após descobertos na certeza que sua rede de contatos o protegeria.

Muita gente graúda deseja abafar e deter qualquer avanço na investigação do caso Master. Só que ficou muito grande para abafar ou qualquer tipo de acordão. A conta vai ser muito salgada para um acordão.

Quem se lambuzou na farra do Vorcaro vai ter que prestar contas, cedo ou tarde.

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Que lamentável está Paulo Gonet neste caso. Parece impossível ter na chefia da PGR um procurador sem ser um Janot ou um Aras.

Gilmar Mendes deve estar coçando os dedos para assinar um habeas-corpus em favor do DV. Nosso “(re)laxante” de prisões de presos poderosos vai ter a chance ao julgar a prisão preventiva dos presos da operação de hoje na segunda turma do STF.

Caso Master: Maior suruba institucional

Era uma vez…

Um banqueiro ostentação que arma um esquema para seu banco crescer sem base sólida, cria uma teia de influência com políticos de variadas matrizes ideológicas, com figuras importantes do judiciário para seus interesses e se proteger, só que a frágil estrutura do banco não se sustenta e seus amigos políticos tentam ajudar seu negócio com um banco público (BRB de Brasília).

Políticos amigos do banqueiro no Congresso Nacional propõem projetos de lei para lhe ajudar, como elevar o limite de saque do FGC dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão e acabar com a autonomia do Banco Central; ministro do TCU influenciado por estes políticos tentando interferir no Banco Central.

Escritório de advocacia da esposa de ministro do STF recebendo vultuosa quantia em honorários do banco do banqueiro por serviços que ninguém diz e explica quais foram.

Ministro do STF puxando para a corte a investigação contra o banqueiro por um contrato com um deputado que nem investigado no caso é, coloca sigilo máximo, toma decisões esdrúxulas e controvérsias, cria confusão com a Polícia Federal que é quem investiga e tem forte laço no mínimo suspeito com pessoas investigadas no caso (batendo o pé: daqui não saio e ninguém tira de mim).

Senador indicando ex-ministro da fazenda para o banco e consultoria de ex-ministro do STF e que viraria ministro da justiça que comanda a polícia que investigaria o banco; seu escritório de advocacia recebendo honorários mesmo no cargo do governo.

Ex-presidente do BC fazendo vista grossa para fraude financeira do banqueiro.

O caso do Banco Master do banqueiro Daniel Vorcaro é a maior suruba institucional no país acostumado com surubas institucionais.