AINDA ESTOU AQUI conquita o primeiro Oscar do Brasil

O Oscar de melhor filme internacional para “Ainda Estou Aqui” é simbólico. Além de ser a primeira estatueta para o Brasil na maior premiação do audiovisual mundial, o filme premiado tinha que ser sobre a história real de uma mulher como Eunice Paiva, que lutou para provar que seu marido foi morto pelo Estado, uma família destroçada pela ditadura militar. A história baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens Paiva, deputado que cassado, preso e desaparecido pelos militares.

Além de ser um filme bem produzido por Walter Salles, essa vitória é importante para nos lembrar do horror que foram os anos do regime autoritário. Foi clima de copa do mundo em meio ao carnaval. Os brasileiros comemoraram essa conquista para o país.

Por um momento as divergências foram colocadas de lado e a nação unida feliz. Claro que tiverem os negacionistas da ditadura. Os (falsos) patriotas que não ficaram felizes com a vitória do filme por ideologia.

Esse prêmio valoriza nossa cultura e arte, abre as portas do mundo para as nossas produções (tinha que ser um filme protagonizado pelas Fernandas Torres e Montenegro, filha e mãe) e possibilita não deixar o passado ser esquecido para não se repetir.