Fora, Alcolumbre

Davi Alcolumbre tem que ser afastado da presidência do Senado. Além de segurar os pedidos de impeachment de ministros do STF para usar como moeda política e usar o poder do cargo como bem entender, mentiu ao afirmar que não conhecia Daniel Vorcaro.

Mensagens tornadas públicas por Veja deixam claro que não só conhecia como fazia parte da rede de influência do ex-banqueiro.

Chega de um único senador se achar o reizinho.

Senado precisa passar por uma depuração e teremos a chance dia 4 de outubro.

Paralisação dos caminhoneiros: culpa do Alcolumbre

A partir da 0h desta segunda-feira caminhoneiros entraram em vigília esperando que os senadores tenham um pouco de vergonha na cara e legislem, o que são muito bem pagos por todos para isso. Só assim para destravar e impedir a caducidade da MP do frete que foi aprovada na Câmara e o reizinho do Senado não coloca em votação.

Davi Alcolumbre está embarreirando e não deixando votar nada. Além dessa MP que está para perder a validade, não vota nem despacha para as comissões a PEC do fim escala 6×1 e travou a PEC da segurança pública.

Tudo porque o reizinho do Senado está brigado com o presidente da República e deseja um encontro com ele para destravar a pauta antes do recesso parlamentar.

O que guia Alcolumbre são interesses de empresários, interesses eleitorais e outros inconfessáveis. Só uma paralisação de quem abastece as cidades – seja grande ou pequena – como aconteceu em 2018 para essa turma deixar de politicagem baixa. Antes dos seus interesses, foram colocados lá para os interesses da população e do país.

À la Nepal

Davi Alcolumbre (União/AP) aproveitou sessão do Senado para desabafar e mandar recados.

Avisou que a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 aprovada na Câmara não vai atropelar ritos, defendeu que o Senado debata, faça mudança no texto se reafirmando como casa revisora e não carimbadora.

Sobre a CMPI do Master, Alcolumbre justificou que não leu o requerimento de abertura porque a CPMI seria feita de “palanque eleitoral”.

A maioria absoluta da população que apoia a redução da jornada de trabalho, principalmente os trabalhadores do regime 6×1, não aceitará protelação e menos ainda mudanças que a prejudique. Pode acontecer o que ocorreu no Nepal, transformando o que aconteceu aqui em junho 2013 e janeiro 2023 em uma nota de rodapé.

Mais um Messias balança a República

Um fato raro pode provocar colapso institucional

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), caminha para um rompimento total com o governo Lula.

No domingo (30), Alcolumbre soltou uma dura nota negando negociação de cargos e emendas em troca da aprovação de Jorge Messias para o STF, chamando a insinuação de uma grave “ofensa” ao presidente do Congresso e a ele próprio. – Alcolumbre é o presidente do Congresso. E foi além criticando a demora do governo de enviar a mensagem com a indicação acusando o Planalto de interferência em uma prerrigativa do Senado.

Há mais de 100 anos que uma indicação do presidente da República para o Supremo não é rejeitada pelo Senado. Se acontecer, será um ponto de não retorno, uma crise institucional sem precedente em um país que se acostumou com crises institucionais, mas seria a mais grave.

Não vejo Alcolumbre recuando pelo tom da nota e não vejo clima favorável para o Messias conseguir pelo menos 41 votos e virar o novo ministro do STF.

Depois do Jair, mais um Messias sacode as instituições.

Urgência da anistia aprovada: crise institucional sem fim

A Câmara dos Deputados aprovou a urgência do PL 2162/2023, de Marcelo Crivella (Rep/RJ), que concede anistia que vai de 30 de outubro de 2022 (dia do segundo turno da eleição presidencial) até a data da publicação da lei.

O placar foi acachapante de 311 votos a favor. Maior que o quórum que uma PEC precisa para ser aprovada. Agora será escolhido um relator para elaborar um texto que consiga o apoio de pelo menos 257 votos.

O PL do Crivella anistia tudo que se passou desde o fim da eleição até a data da promulgação em caso de aprovação na Câmara, no Senado e sancionada pelo presidente da República.

Pelo placar da votação de hoje é provável que seja aprovado o texto que venha a ser votado, mas vai ter resistência no Senado, o presidente Davi Alcolumbre não está disposto a apoiar, deseja votar um texto feito por ele.

O governo não quer anistia, mas diz que pode aceitar redução de penas. É no STF a maior resistência. Anistia ampla, geral e irrestrita está descartada. Veremos os desdobramentos dessa votação e a resposta do tribunal.

Hugo Motta fala em pacificação e o plenário decidir, mas só está jogando mais gasolina no conflito institucional.