
Vingadores – Ultimato entrou em cartaz na semana passada e anda batendo recorde atrás de recorde nas bilheteiras do cinema mundial. Não é para menos. O filme é o ápice dos 11 anos da Marvel Studios e dos filmes de super heróis em geral. Vou além e coloco entre os melhores de todos os gêneros. Vingadores 4 tem ingredientes para todo o gosto.
Como este blog não é sobre cultura ou cultura pop, a análise e teorias do filme deixo para o canal no Youtube Ei Nerd do Peter Jordan, que sabe tudo do mundo nerd.
O tema é sobre protecionismo e a polêmica sobre o filme americano ocupando quase que a totalidade das salas dos cinemas brasileiros. Teve até liderança de movimento que se diz “liberal por inteiro” endossando cineastra nacional reclamando a falta de leis para proteger o cinema nacional e a “diversidade”. Para Kleber Mendonça Filho e Elena Landau a liberdade de escolha quais filmes ocuparão mais salas por demanda e faturamento cria desequilíbrio.

Elena também criticou as mudanças que o governo Bolsonaro fez na lei de incentivo à cultura. A liberal pero no mucho tem o discurso elitista que a nova lei favorece a cultura popular de “baixo valor”. Com a nova Lei Rouanet, que deixa de ter esse nome, volta o sentido original e positivo: fomentar a cultura nacional e o acesso a ela.
Protecionismo é uma política de proteção de Estado para a indústria ou comércio nacional. A ideia é proteger os produtos nacionais dos exportados. O grande problema é que o protecionismo é prejudicial na qualidade e no preço do serviço ou produto protegido por barreiras impostas por governos. Porque quem põe um produto no mercado protegido por regras rígidas que afastam a concorrência estrangeira coloca o preço lá em cima pouco se preocupando com a qualidade.
Há quem alegue que sem um mínimo de protecionismo a indústria nacional quebra. Empresas nacionais quebram. Mas é o consumidor que tem que decidir se coloca o seu dinheiro no produto X ou no Y, independente da nacionalidade. O consumidor toma a decisão com base em três fatores: qualidade, preço e gosto. Todos juntos ou por algum desses fatores. Se o governo coloca barreiras em produtos estrangeiros ele está limitando o poder de escolha do consumidor. A concorrência estrangeira pode até fazer bem aos produtos nacionais. Mais disputa, mais qualidade e menor preço.
Nacionalismo e protecionismo não significam necessariamente patriotismo. A tentação para pedir um protecionismo é grande. Claro que as empresas de fora precisam seguir as leis do país que está entrando, mas colocar barreiras e limitações além das leis já em vigor atrapalha o cidadão que quer consumir algum produto ou serviço de fora. Além disso, protecionismo econômico protege meia dúzia de “amigos do rei” da concorrência internacional e até nacional, tornando a economia fechada e obsoleta.