Contra ideias retrógradas, o Rio vai de Crivella

Freixo perdeu a chance de mostrar um PSOL diferente para ser uma alternativa à esquerda. Ao invés disso, mostrou-se ser um radical. O Rio de Janeiro não pode passar por experimentos econômicos já comprovadamente fracassados

crivella-freixo

Se desenha uma surra eleitoral de Marcelo Crivella em Marcelo Freixo no segundo turno do Rio de Janeiro.

DatafolhaIbope confirmam o amplo favoritismo de Crivella.

A vantagem de Crivella é ainda maior no Ibope que no Datafolha, que confere mais 3 pontos (votos totais) para o Bispo licenciado da IURD.

Freixo é o candidato que Crivella orava para enfrentar em um segundo turno. Muitos dos votos do candidato do PRB são votos contra Freixo. A rejeição de Crivella por ser sobrinho do Bispo Edir Macedo o derrubou em todas as eleição para o Executivo (governador e prefeito). Só que a rejeição ao Freixo supera a de Crivella, porque o candidato e o seu partido, o PSOL, ambos têm ideias controvérsias de como administrar a cidade.

O programa de Marcelo Freixo para essa eleição sendo executado fielmente o que está escrito incharia o tamanho da máquina pública da prefeitura do Rio de Janeiro justo em um momento que se discute formas de equilibrar as contas públicas e o tamanho do Estado (toda esfera pública).

Marcelo Freixo desejar estatizar o transporte público, criar empresas estatais, criar TV estatal municipal, subsidiar veículos de comunicação de movimentos sociais ou “mídias alternativas”, extinguir qualquer tipo de PPPs (Parceria Público-Privada), entre outros absurdos. O governo de Freixo seria um paraíso para corporações e organizações de todo tipo de ativismo. Esse tipo de esquerda traz um desserviço. E o carioca tem mais o que se preocupar na saúde e segurança, por exemplo, do que pensar em criar uma TV estatal. Freixo ainda tem a “brilhante” ideia de desarmar a guarda municipal em um momento que volta a explodir a velha guerra contra o crime organizado na cidade sede da Olimpíada de 2016.

Complicado na vitória de Crivella será suportar Silas Malafaia falando e escrevendo esterco na internet. O pastor resolveu declarar guerra contra a candidatura de Freixo, mesmo sendo desafeto da Universal. É o famoso “mal menor”.

A campanha contra Freixo na internet, aliás, está lembrando a campanha de Dilma Rousseff em 2014, contra Marina Silva e Aécio Neves. Uma campanha pesada disseminada na sua maioria pela família Bolsonaro, Malafaia e “bolsominions”, os fãs de Jair Bolsonaro.

Marcelo Freixo poderia usar essa vitrine que é a segunda maior cidade do país para apresentar um PSOL menos radical, já que o partido pretende ser uma alternativa ao PT. Freixo perdeu a chance de mostrar um PSOL diferente para ser uma alternativa à esquerda. Ao invés disso, mostrou-se ser um radical. O Rio de Janeiro não pode passar por experimentos econômicos já comprovadamente fracassados e danosos para a população, principalmente a mais pobre.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

Um comentário em “Contra ideias retrógradas, o Rio vai de Crivella”

  1. Por qual motivo Freixo apresentaria um PSOL “menos radical”? Ele é isso mesmo, um extremista de esquerda que se assume como tal. E se o Malafaia “fala e escreve esterco”, nem isso esse psolista consegue fazer, POIS NADA QUE DIZ PODE SER APROVEITADO. Uma vitória dele transformará o Rio em uma versão miniatura da Venezuela chavista …. mas o Malafaia pega pesado, tem que se negar a guerra política, QUE A ESQUERDA PETISTA E PSOLISTA PRATICA MUITO BEM.

    Mais um artigo no estilo “pegar levar com esquerdista, e aproveitar para criticar direitista”.

Os comentários estão desativados.

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