
Fernanda Tanaka (@nandinhatanaka)
Na última sexta-feira (6), quem estava ligado no programa global “Encontro”, teve o privilégio de ver uma senhora enfrentar, ao vivo, alguns atores globais e sua agenda progressista. Dona Regina deu voz a inúmeros brasileiros descontentes com aquela cena pitoresca de uma criança tocando um homem nu.
A expressão facial da jovem atriz Andreia Horta, ao ser confrontada pela modesta senhora, não nos deixa mentir. Questionada por Dona Regina sobre se a criança estava preparada para aquele tipo de “arte”, a atriz só soube dizer um “Prefiro não comentar!”, em um misto de arrogância com falta de argumentos. Dentro da bolha da classe artística, artistas estão acostumados a seguir senhoras como Fernanda Montenegro, que defendem a liberdade de expressão, mesmo que seja duvidosa, de mal gosto e fira os valores do cidadão comum.
Em tempos que a esquerda faz de tudo para chocar a “família tradicional brasileira”, quem acabou chocando, e ao vivo, foi Dona Regina!
Essa cena poderia exemplificar diversas situações em que a classe artística resolveu opinar sem ter o mínimo contato com a realidade. Tomar café com a Ana Maria Braga, sentar no sofá da Fátima Bernardes, viajar com a Angélica, fazer turismo pela favela com a Regina Casé, conversar abertamente sobre sexo com a Fernanda Lima e frequentar casa da Paula Lavigne para discutir política (pra dizer que “Foi golpe!”), essa é a rotina da maioria dos artistas globais que se sentem preparados para influenciar na opinião do povo, e mais, ser porta voz do povo.
Desde o inicio da derrocada de Dilma, resolveram expor seus sentimentos ideológicos com mais fervor, mas sem sair de dentro da toca. Alguém que grita de dentro de seu quarto, mas que não ouve o que a pessoa que está de fora quer dizer. Falam que estamos em tempos obscuros e que políticos conservadores estão soltos e precisam ser contidos antes que voltemos a Idade Média. Muitos foram morar fora do Brasil. Acham que o Brasil não é um país digno para criar seus filhos, o Brasil que eles querem só serve para criar os filhos dos outros. Sobram contradições.
Pedofilia e abuso infantil viraram pauta de direita, de conservador, de retrógrado. Liberdade de expressão virou um cheque em branco. Uma senhora do povo dando voz ao povo virou motivo para desprezo. Estão no alto do pedestal e não se deram conta de que seus gostos não são nossos gostos, seus valores não são nossos valores. Artistas só representam eles mesmos.
Hoje dizem que os pais é que decidem o melhor para seus filhos, amanhã pedirão intercessão do ECA para que menores criminosos não sejam punidos, apelarão aos direitos da crianças para arrecadar dinheiro para o Criança Esperança.
Enfim, querem nos enfiar goela abaixo os discursos da senhora Fernanda Montenegro e não entendem que quem fala a nossa língua é a Dona Regina!
Nandinha, seu texto é perfeito. Obrigado por sintetizar o nosso sentimento sobre o assunto. Parabéns.
Hamilton
Também sou Dona Regina!