A realidade diferente do mundo da esquerda e da imprensa

Pesquisa mostra mais vez a distância entre a realidade e jornalistas, formadores de opinião, artistas, intelectuais, etc. Mais da metade da população brasileira é a favor da dita pela imprensa “linha dura” da polícia de São Paulo, que é uma das melhores PMs do Brasil no estado com o menor índice de mortes violentas.

Mostra que a “linha dura” é como que a polícia tem que tratar bandido. Não é com flores nem com sentimento de coitadinho do meliante não teve oportunidades e precisou recorrer ao crime para sobreviver.

É uma das maiores falácias que o pobre por ser pobre tem tendência de virar bandido. Preconceito de gente que glamouriza a pobreza.

Também não é para executar criminosos em execuções sumárias, sem ser em legítima defesa de si e de terceiros, porque aí o policial que faz isso é bandido. O que não pode é a maioria dos jornalistas da imprensa aproveitando casos isolados usar eles em campanha contra as polícias fazendo dobradinha com políticos com viés antipolícia.

É muito bom quando a população joga um balde de realidade na turma.

O que fazer com a Jovem Pan?

Punir a Jovem Pan com a perda da concessão pública lembaria governos autoritários

O Ministério Público Federal está ajuizando uma ação civil pública contra a Jovem Pan.

Segundo o MPF, a “requisição se deve ao alinhamento da emissora à campanha de desinformação que se instalou no país ao longo de 2022 até o início deste ano, com veiculação sistemática, em sua programação, de conteúdos que atentaram contra o regime democrático”.

Os canais no Youtube e na TV paga não se enquadram no caso porque não se tratam de radiodifusão.

Entendo quem teve a ideia dessa ação, a Jovem Pan sistematicamente entrou de cabeça nas narrativas do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando percebeu que passava do limite – o Youtube cortou a monetização dos canais JP – a emissora resolveu mudar para algo menos acintoso.

Saiu demitindo comentaristas de extrema direita, entre eles Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Paulo Figueiredo, Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza, Caio Coppolla e outros.

Se dizendo “jornalismo independente”, a emissora continua com uma linha editorial mais à direita, mas parou de alimentar teses contrárias e delirantes à urna eletrônica e as vacinas. Cassar a concessão pública de uma rádio ou TV é muito delicado.

A Jovem Pan merecia alguma punição, e de certa forma já foi punida ficando sem monetização dos canais do Youtube, mas cassar a concessão da rádio acho radical. Talvez uma multa grande para eles não esquecerem e não repetirem tal prática seria o melhor caminho. Punir a Jovem Pan com a perda da concessão pública lembaria governos autoritários, mesmo partindo do MPF.

Com Bolsonaro, propaganda institucional aumenta e Record é privilegiada

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Levantamento feito pelo portal UOL mostra um crescimento na verba de publicidade institucional do governo federal sob gestão da presidência de Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao governo de Michel Temer (MDB). Os dados são do primeiro trimestre dos últimos três anos.

Comparando com o que recebeu cada uma das três principais redes de TV nos períodos, Record e SBT  passaram a receber muito mais do que receberam do governo anterior. Apesar  do volume destinado para Globo ficar em patamares similares, a emissora teve pequeno acréscimo em relação ao primeiro trimestre de 2018. Bolsonaro tinha falado que mexeria na distribuição da verba de publicidade para deixar mais equilibrada.

O que aconteceu, porém, foi a Record TV saltando de 1 milhão para 10 milhões só nesse primeiro trimestre de governo. Quebrou o domínio global pelo domínio da TV do Bispo e igualou os valores despendidos entre a TV de Silvio Santos e a emissora carioca. Coincidentemente – ou não -, o presidente vem privilegiando Record e SBT retribuindo a boa relação que teve com as emissoras na campanha eleitoral enquanto mantém o confronto velado e, às vezes, nem tão velado com o Grupo Globo.

O correto seria acabar com a propaganda institucional, ressalvando campanhas de utilidade pública. Ou reduzir e deixar mais igual a distribuição, o que Bolsonaro fez foi aumentar a verba da propaganda institucional até da Globo.

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Bolsonaro declara guerra à imprensa

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O presidente Jair Bolsonaro pirou de vez. Mesmo que não seja ele que controla as contas pessoais nas redes sociais, que seja o Carlos Bolsonaro, com certeza tem anuência do presidente. Ao postar o áudio da jornalista do Estadão, Constança Rezende, além de generalizar acusando a imprensa de tramar uma conspiração, Bolsonaro pode ter dado início a uma guerra declarada (antes era uma “guerra fria”) do governo com a classe mais corporativista.

Foi um erro de cálculo ou algo planejado para a militância aguerrida continuar ativa defendendo não só o governo principalmente o presidente e seus filhos? Porque é muito amadorismo para ser só mais um deslize. Parece que foi planejado, o site Terça Livre reproduz matéria de um site estrangeiro, a militância se inflama e o presidente vem com a jogada final em um tuíte muito bélico. Tenho a sensação que o entrosamento do vice-presidente Hamilton Mourão com a imprensa deixou o presidente assustado.

Jornalistas com viés de esquerda é a regra na grande mídia e eles não aceitam um governo de direita nem que seja por 4 anos com a esquerda voltando no ciclo seguinte. Só que pior que a mídia enviesada é o corporativismo, não deixarão passar essa e barato. A família Bolsonaro foi atacada na pré, na campanha, depois de Jair Bolsonaro ser eleito presidente e empossado o que faz a imprensa ser a oposição de fato do governo Bolsonaro, enquanto a oposição oficial bate cabeça não sabendo que caminho seguir e dividida entre ser uma oposição pragmática e propositiva ou raivosa e brincando no mundo da fantasia com José de Abreu.

O fato é que comprar briga no início de governo com o “4º poder” é uma péssima ideia. Justo na véspera do começo da tramitação da principal reforma que vai selar o destino do governo atual e o futuro do Brasil, a da Previdência. Já basta um governo completamente perdido e não sabendo se vai por qual caminho: o da campanha rompendo com alianças de governabilidade ou rasga o discurso e se rende à realpolitik. Sem alianças e uma mínima base consolidada, não tem reformas e sem reformas esquece projeto de poder, porque apenas a militância ideológica e virtual não elege o presidente da República.

Ataques a Caio Coppolla é uma reação de quem está perdendo o monopólio

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Um jovem comentarista da rádio paulista Jovem Pan, uma grata revelação no meio do jornalismo sem ser jornalista, está incomodando muita gente que não aceita opiniões que furem a bolha progressista de esquerda impregnada na mídia. Nome dele é Caio Coppolla, ou Caio de Arruda Miranda Coppolla, que com seus comentários sempre embasados em fatos e dados empíricos vem conquistando admiradores e mais admiradores. Consequentemente, quanto mais admiradores do Caio, também aumenta os famosos “haters”.

Mas mais do que os “haters” o que realmente é perigoso são os incomodados pelos comentários diários em uma rádio de grande porte e de grande alcance na população. Por isso, políticos e seus cupinchas partem para os ataques que na maioria das vezes são covardes, rasteiros, inventando ou deturpando informações pessoais para atingir a honra de quem está incomodando.

Henry Bugalho é um pseudo intelectual revoltado com a vitória de Jair Bolsonaro e um crescimento da vertente do liberalismo econômico e do conservadorismo. Passou a atacar influenciadores digitais da “nova direita”, aproveitando o clima de polarização aguda para ganhar likes e fazer seu canal no Youtube crescer. E conseguiu ganhar notoriedade se aliando a pessoas como Felipe Neto, um arqui-inimigo de Nando Moura, o alvo predileto no início dessa cruzada de Henry Bugalho.

O ataque de Henry Bugalho ao Caio Coppolla foi desprezível. Usando informações postadas pelo perfil “Além das Sombras”, fez insinuações maldosas de que o comentarista estaria a esconder alguma coisa e usando nome falso. Fazendo tabelinha, Henry Bugalho e o perfil “Além das Sombras” colocaram até a mãe do Caio na roda. Só que a acusação que fazem ao Caio Coppolla é tão insignificante como delinquente.

Esses canalhas tentaram associar o Caio a falsificação de documentos mesmo ele tendo Coppolla na sua certidão que carrega pela sua avó italiana e tem o direito de escolher qual dos sobrenomes vai usar ou até criar um nome artístico. Após uma nota de esclarecimento que Caio fez em tom de desabafo, Henry Bugalho cinicamente fez um vídeo com um título pegadinha – “Desculpa, Caio Coppolla” – que reforça os ataques ao comentarista.

Mudou a forma, mas no mérito continua risível. Segundo o Bugalho, Caio fugiu da resposta se vitimizando e a crítica é que ele não é imparcial nos comentários por ter uma agência de marketing que trabalhou para candidatos na eleição de 2018 e por ter sido assessor parlamentar. Não sou advogado de Caio Coppolla. Deixarei um trecho de uma entrevista do próprio ao jornalista Léo Dias.

“O problema da mídia em geral é que o ‘mainstream’ sofre de ‘afetação de imparcialidade’ ou seja: você dá importância similar a questões completamente diversas.”

Caio está muito certo no diagnóstico. A maioria da grande imprensa usa a imparcialidade camuflada para equiparar banana com maçã e fazer suas teses ideológicas vencedoras no duelo de narrativas. O problema não é a parcialidade ou imparcialidade de um jornalista, comentarista ou até a simples opinião de uma pessoa comum. Está no modo de como se noticia ou se comenta uma notícia e, nesse quesito, Caio ganhou e continua ganhando popularidade, respeito e simpatia. Ainda falta muito para quebrar o monopólio da esquerda na imprensa, no mundo acadêmico, etc. Mas ter Caio Coppolla com espaço na grande mídia é um alento.