Democratizar a mídia contra opinião única da Globo e da classe artística

Regular a mídia não é para censurar, mas para tentar pluralizar a TV

Eu era completamente contrário a ideia de regularização de mídia, o achava eufemismo para censura. Só que ultimamente estou revisando esse conceito. Em especial, a campanha sórdida da TV Globo classificando opiniões ditas conservadoras de preconceituosas e retrógradas, contra evangélicos (não sou evangélico nem muito ligado a alguma religião, também não são ateu, talvez agnóstico).

O programa Fantástico do dia 08/10 foi a gota d’água. Ao fazer uma matéria pra lá de tendenciosa numa semiótica de que evangélicos seriam traficantes fundamentalistas destinando ódio contra religiões de matriz africana, mostrando pesquisa para enquadrar o brasileiro como machista, racista e homofóbico.

Não é de hoje que o conglomerado de comunicações do Grupo Globo agride quem pensa diferente das suas ideias de civilidade. Os últimos acontecimentos envolvendo questão de artes e costumes morais foram o estopim. Artistas com contrato com a emissora carioca e em geral passaram a tratar quem acha um escárnio uma criança tocar um homem nu de “retrógrado” e chamam de censura. Censura é o que eles fazem.

Se a emissora ouvisse ao menos o outro lado nos seus programas sem desqualificar quem ousa questionar sua bolha, já seria ótimo. Mas o que fazem é criar uma narrativa para todos engolir uma agenda que eles (Globo, classe artística) acham que é o “novo mundo”. E quem não concordar com essa agenda é “intolerante”.

Regular a mídia não é para censurar, mas para tentar pluralizar a TV, discussões e debates. As TVs são concessões públicas que devem correr atrás de lucros, óbvio, de responsabilidade social e não lobotomizar quem assiste ou agradar um movimento. No berço do capitalismo, na terra da liberdade, existe regulação da mídia na América e Reino Unido.

Intolerante é não aceitar que sua ideia de mundo não é única. Autoritário é querer impor a todos um único jeito de pensar sufocando opiniões contrárias e tachando quem pensa diferente de “nazista” e “fascista”. A Globo tem um histórico de autoritarismo na política (debate Collor x Lula em 1989), no esporte (monopólio de transmissões esportivas) e recentemente resolveu abraçar um tipo de contracultura.

Tudo bem. Há espaço para todos. Só não queira que todos engulam calados suas ideias. Respeite quem pensa diferente. E não iguale conservadores a “preconceituosos”, “retrógrados” e “intolerantes”, só faz de você um ignorante.

Roberto Marinho deve estar chorando no que seus herdeiros estão fazendo com sua emissora.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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