Começo turbulento antes da posse do governo Bolsonaro

É preciso ser pragmático em momentos como o de agora. Já basta o episódio Joesley Batista

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O governo do presidente Jair Bolsonaro nem começou e já enfrenta uma tormenta perigosa em que faz lembrar o Fiat Elba que derrubou o presidente Fernando Collor. Saques atípicos que totalizaram R$ 1,2 milhão e um cheque de R$ 24 mil destinado para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro de um ex-auxiliar do deputado estadual e eleito Senador Flavio Bolsonaro viraram uma sombra sob clã do presidente recém-eleito.

A oposição querer explorar o caso politicamente está no direito resguardado da democracia e o PT vai fazer tudo que for possível para manter o caso nas manchetes para desgastar ao máximo a imagem de Bolsonaro. Não será surpresa parlamentares do partido protocolando o primeiro pedido de impeachment horas depois do presidente eleito fazer o juramento de posse no Congresso Nacional.

Mas o novo governo vai ter outros adversários, como por exemplo o amadorismo da bancada do seu partido, o PSL. Uma bancada com novatos na política com o ego inflado pelas expressivas votações. Além do velho “fogo amigo”. Não me surpreenderia que os relatórios do COAF tenham sido vazados para imprensa por gente de dentro do bolsonarismo.

Terá, também, a oposição silenciosa das instituições que vão ficar em cima das ações anunciadas pelo governo e atitudes do Bolsonaro no cargo. O ativismo judicial dos últimos anos pode aumentar de intensidade paralisando o governo assim como fizeram com o atual governo. Se as reformas de Paulo Guedes, o futuro ministro da Economia, mexer nos privilégios do funcionalismo público, principalmente no Judiciário a reação será sem trégua (pergunte ao Temer).

É preciso ser pragmático em momentos como o de agora. Já basta o episódio Joesley Batista, que paralisou a recuperação que o governo de Michel Temer estava construindo na economia após 3 anos de recessão e 2 anos de retração, quando O Globo colocou em manchete uma coisa e o áudio da conversa nada republicana no Palácio do Jaburu mostrou uma conversa indecente, porém bem diferente do que Lauro Jardim trombeteou na matéria bombástica.

Desconfiar das versões dos envolvidos e não ser fanático por político sem jogar pedra por antecipação. Que investigação parcial e célere de quem compete tal tarefa elucide o caso. Paralelamente, reformas no funcionamento do trabalho legislativo, do Congresso Nacional até as Câmaras de Vereadores. Acabar com a farra parlamentar de ter infinitos assessores para todo tipo de função, gerando focos de corrupção, é o mínimo para se esperar de quem foi eleito com a bandeira de combater a corrupção.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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