Diplomado, Jair Bolsonaro diz: “Vamos resgatar o orgulho de ser brasileiro”

Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) foram diplomados pelo Tribunal Superior Eleitoral

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Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) foram diplomados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vitória de uma coligação inesperada na corrida presidencial, que contava com apenas 8 segundos de tempo de TV, abriu mão de boa parte do fundo partidário e eleitoral que teria direito, a campanha mais barata da história das disputas presidenciais recentes do Brasil e mundial.

Muitos colocam no atentado a faca que quase matou Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora/MG, o marco da última eleição e essa facada garantiu a eleição dele.

Talvez sim, talvez não. Que mudou o rumo da eleição, sem dúvida. Não sei se o acontecimento do dia 6 de setembro tenha sido determinante para Bolsonaro ser eleito presidente. Foi uma eleição com muitos acontecimentos importantes que determinaram o resultado.

Por exemplo, a eleição de 2018 polarizou muito cedo. Era “Lula livre” ou o sentimento majoritário de repulsa ao petismo e a volta do PT ao governo depois de ter sido enxotado do Palácio do Planalto tanto pelas manifestações populares que lotaram as ruas entre 2015 e 2016, quanto pelo Congresso Nacional que votou majoritariamente favorável ao impeachment de Dilma.

Jair Bolsonaro (PSL) foi quem soube catalisar esse sentimento majoritário da sociedade, fazendo o candidato alcançar quase 50% dos votos válidos já no primeiro turno. No segundo turno, para alcançar maioria e vencer o pleito, Bolsonaro aproveitou os 54% de rejeição do adversário que representava o forte antipetismo. Isso fica cristalizado no resultado de Bolsonaro no segundo turno: 55,13%, um pouco mais do que as pesquisas indicavam de rejeição ao seu adversário.

Outro detalhe curioso são os números da eleição presidencial somando os votos do “Cirina”, um projeto que nasceu morto de unir as candidaturas de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB), que não chegou a 20% dos votos válidos, 18,23%. Se colocar os votos somados de João Amoêdo (NOVO) e Henrique Meirelles (MDB), 3,7%, só vai a 21,93%, bem atrás dos 29,28% do segundo colocado Fernando Haddad (PT).

Claro que resumir a vitória de Bolsonaro só ao antipetismo é reducionismo. Fatores como falta de segurança, corrupção, alternância de poder também influíram na decisão do voto. Mas é difícil saber exatamente qual teve mais força para entregar o voto do eleitor ao capitão reformado do Exército.

DISCURSO DE JAIR MESSIAS BOLSONARO APÓS SER DIPLOMADO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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