
Um estudo da consultoria Ideia Big Data mostra a força da jovem deputada Tabata Amaral, ameaçada de expulsão por não seguir a orientação de seu partido, o PDT, de votar contra a reforma da Previdência. Ela votou a favor do texto-base e dos destaques, por exemplo, um que modificou a regra de transição para professores na ativa, a bandeira da educação que Tabata levanta, também participou com a bancada feminina da mudança no tempo de contribuição para mulheres. O contingente de pessoas que aprovam a atuação da parlamentear de primeiro mandato dobrou e pulou de 30% para 61%, 19% ignoram e os que desaprovam passaram de 15% para 20%.
Outro dado impressionante é o que mostra que Tabata é desconhecida para 81%. Esse índice era de 97%. Ou seja, a deputada passou a ser mais ou menos conhecida a partir do seu voto, a ameaça de expulsão e toda a polêmica que girou em torno dela. Nem os confrontos com os últimos ministros do MEC fizeram ela ser conhecida como agora e tem um potencial enorme para alcançar.
O levantamento comprova que existe mesmo uma “bolha virtual”. A pesquisa deixa Tabata com a certeza que fez o certo em votar a favor da reforma e honrando o acordo que ajudou a fazer para modificar pontos do texto, que seguiu os seus princípios de fazer política dialogando. Como bem colocou o professor da Universidade de Washington/EUA e presidente do Ideia Big Data, Maurício Moura: “A pesquisa mostra que a jovem paulista saiu maior que os episódios: mais conhecida e melhor avaliada”.
Para se ter uma ideia, sua popularidade é maior que a do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Justiça, Sergio Moro, como mostram as pesquisas.
Tabata tenta fugir de rótulos e da polarização extremada que vive o Brasil e outros países, mas não esconde que é progressista, que defende bandeiras associadas à esquerda, mesmo que sua história pregressa seja uma vitória do livre mercado, liberalismo, do capitalismo. E é justamente por seu histórico e do lugar de onde vem, de família humilde que teve a oportunidade de estudar em uma das maiores faculdades dos EUA que ela tenta conciliar a defesa do desenvolvimento social com equilíbrio fiscal. É uma novidade que a esquerda brasileira – ou centro-esquerda – precisava para uma reconstrução.