País dividido favorece reeleição do presidente

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Nova avaliação popular do governo federal mostra que a divisão política do Brasil se consolidou em três grupos: apoio ao presidente Jair Bolsonaro, contra o mesmo e os nem contra nem a favor. Se comparar com a pesquisa de sábado, Moro ainda é maior que Bolsonaro em apoio popular. Mesmo sob fogo pelos vazamentos de mensagens que questionam sua imparcialidade quando juiz, Sergio Moro detém um apoio popular significativo. Apesar de cada vez mais nas mãos do presidente, o ministro tem essa carta no bolso.

A tática de confronto e de campanha permanente de Bolsonaro é vitoriosa e perdedora ao mesmo tempo. É vitoriosa porque conservar uma taxa de aprovação acima de 30% que, em uma eleição, garante o presidente no segundo turno fácil. Historicamente quem passa para a segunda etapa nas eleições presidenciais brasileiras sempre consegue uma quantidade de votos proporcionalmente na casa dos 30%. É perdedora porque em seis meses só vence as avaliações dos segundos mandatos (caóticos) de Dilma e FHC.

A queda de popularidade está conectada pelas falas e analogias desastradas do presidente e, principalmente, a economia ainda estagnada. A eleição de Bolsonaro trouxe o sentimento que bastava ele sentar na cadeira que a economia voltaria a crescer, os empregos voltariam e o país decolaria novamente. “Nova Era”. Só que a realidade é bem diferente e as dificuldades políticas de um governo que só tem o seu próprio partido como sustentação no Congresso Nacional e esse partido atrapalha mais do que ajuda por ser um aglomerado que tem de tudo, um presidente que não aceita governar com as atuais regras do jogo e que joga a população contra as instituições que deveria respeitá-las e defendê-las.

Paradoxalmente é esse conflito institucional que mantem Bolsonaro com apoio estabilizado em 33% de aprovação e 60% entre seus eleitores no segundo turno de 2018. Se mantiver esses números até a eleição de 2022, o potencial de voto é de 50 milhões, abaixo dos quase 60 milhões que conseguiu, mas na briga pela reeleição. Com as reformas passando, as obras paradas que o governo vai retomar e privatizações dando impulso para a economia se recuperar a partir de 2020 e 2021, dificilmente Bolsonaro perderia a reeleição e já não esconde que é candidato.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

Um comentário em “País dividido favorece reeleição do presidente”

  1. Realmente a lógica dos três terços está bem desenhada no cenário atual. Contudo, não duvido que alguém como Doria seja capaz de disputar parte do eleitorado de direita com Bolsonaro. E como eu não acredito em reação econômica relevante e não duvido que entremos em recessão, acho que a reeleição, se acontecer, vai ser apenas uma tentativa não concretizada.

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