A cassação de Deltan

Pessoalmente, acho Deltan desprezível. É um extremista que tenta se vender como ponderado

Eu sempre vejo com muita cautela a cassação de um mandato conseguido nas urnas. Cassar um deputado, um vereador, um senador, prefeito, governador e até um presidente da República precisa ser feito com muito cuidado. Em última instância é jogar no lixo milhares ou milhões de votos.

Mas quando há fato que justifique uma cassação os órgãos de controle não podem fechar os olhos. O TSE cassou por unanimidade (7 votos) o mandado de Deltan Dallagnol (Podemos/PR).

O ex-procurador da operação Lava Jato perdeu o mandato porque, segundo o TSE, o ex-coordenador da Lava Jato pediu exoneração do Ministério Público Federal a fim de evitar que alguma das 15 representações em curso contra ele se tornassem, posteriormente, processos administrativos disciplinares. Está na lei da Ficha Limpa que Deltan tanto defendeu. E mais: Deltan foi vítima de leitura controversa de uma lei do mesmo jeito que nos tempos de procurador ele fazia leituras controversas de leis para condenar alvos.

Pessoalmente, acho Deltan desprezível. É um extremista que tenta se vender como ponderado. Mas, diferente dele que queria abolir o Habeas Corpus nas famigeradas 10 medidas contra a corrupção, defendo seu direito de defesa e de espernear.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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