
O Rio de Janeiro está acéfalo de governador. Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato alegando que disputaria uma cadeira no Senado, mas fez na véspera do julgamento que cassou seu mandato por abuso de poder nas eleições de 2022. Seu vice-governador, Thiago Pampolha, foi deslocado para o TCE-RJ. Quem assumiria seria o presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, mas foi cassado junto com o governador e está preso por ter vazado uma operação contra integrantes do Comando Vermelho.
Sobrou para o presidente do TJ-RJ tocar o governo fluminense até definirem o novo governador. Aí foi que a porca torceu o rabo. Castro renunciou antes do julgamento para a eleição de seu sucessor ser indireta pelos deputados estaduais que seu grupo tem mais chance de continuar no poder e assim ter maiores chances de vencer a eleição regular em outubro. O favorito para vencer em outubro Eduardo Paes acha que sim e seu partido PSD entrou na justiça para a eleição para o mandato de alguns meses ser direta. O STF vai decidir.
A dúvida é porque em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato a eleição é indireta, mas se a vacância for resultado de cassação eleitoral a eleição é direta. Castro confessou que foi uma jogada política para a eleição ser indireta ao renunciar perto do julgamento no TSE – uma vergonha a morosidade do tribunal em casos que envolvem cassação de mandatos eletivos.
Dos governadores do RJ desde 1982 (a redemocratização) só Benedita da Silva não teve problema com a justiça. Leonel Brizola e Marcello Alencar morreram. Moreira Franco, Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral, Pezão, Witzel e Castro, todos responderam ou respondem a processos na justiça comum ou eleitoral.
Por isso o canal Porta dos Fundos fez mais uma esquete política genial, com direito a participação especial do ator José de Abreu.
Semanas atrás já tinha feito uma esquete sobre o Judiciário brasileiro que também foi muito boa.