
Jorge Messias foi o indicado pelo presidente Lula para vaga de Luis Roberto Barroso no STF. A sua indicação foi novembro de 2025 e provocou estremecimento com Davi Alcolumbre, que queria Rodrigo Pacheco.
Messias ficou conhecido nos áudios entre Dilma e Lula em que a presidente disse “tô mandando o Bessias com o termo de posse, só use quando for necessário”, se referindo a nomeação do então ex-presidente para Casa Civil, o que foi visto como uma saída de Lula escapar da primeira instância (leia-se Sergio Moro) e ajudar Dilma no processo de impeachment que enfrentavam no qual acabaria a derrubando da presidência. Varias ações questionando a nomeação e Gilmar Mendes anulou a nomeação por desvio de função.
Com a volta de Lula, Messias foi para a AGU. Perdeu a disputa para o colega de governo Flavio Dino para vaga de Rosa Weber. Com a antecipação da aposentadoria do Barroso, Lula não perdeu a chance de indicar o fiel companheiro “Bessias” para Corte Suprema.
Depois desse preâmbulo, vamos ao que interessa. Foi descoberto que Messias chegou ao serviço público pelas mãos de Dias Toffoli e Guido Mantega durante o segundo governo Lula. Toffoli era o AGU e Mantega comandava a economia. Mantega trabalhou para o Banco Master, enquanto Toffoli fez negócios com ele.
Agora que vem o principal. Toffoli e Mantega fizeram uma engenharia bem questionável em um concurso que tinha 27 vagas para o Messias (ficou em 86° lugar) conseguir entrar.
Senadores, os senhores aprovarão esta pessoa para o STF? A Constituição fala em idade mínima (35), notório saber jurídico e reputação ilibada. Sem querer fazer julgamento, mas a pessoa entrar no serviço público por meio de um “jeitinho” está apta para ocupar a cadeira do Supremo até os 75 anos?
Um simples blog de internet fez o trabalho que a grande imprensa tinha que fazer e não fez.