Moraes era sócio oculto do Master?

Alexandre de Moraes foi envolvido no caso Master antes de explodir. Antes da primeira operação da Polícia Federal que prendeu Vorvaro já existia um clima de desconfiança com o ministro pelo contrato muito vantajoso de quase R$ 130 milhões – recebeu quase 80 milhões – para um serviço mal explicado pelo escritório Barci de Moraes

Depois foi descoberto que o ministro frequentava a casa do banqueiro, em convescotes regados a charuto, eventos, degustava whisky caro. Tudo isso junto com aquela notícia da Malu Gaspar de que o ministro fez pressão no Gabriel Galípolo para o BC aceitar o BRB comprar o Master agora faz sentido.

Bolsonaristas ameaçavam o ministro com a Lei Magnitsky e as autoridades do governo americano de Trump davam sinais que aplicariam a sanção, o que aconteceu no mesmo período que Moraes decretou a prisão domiciliar em Jair Bolsonaro.

Antes disso, o ministro esteve na casa de Vorvaro e quem estava com eles? O então presidente do BRB que foi preso na mais recente operação do caso, o senhor Paulo Henrique Costa. Moraes também fez uso de jatos das empresas vinculadas ao banqueiro e a resposta do escritório Barci de Moraes que os voos faziam parte do pagamento do contrato piorou o que era péssimo. O que o ministro fazia nos voos sem fazer parte do escritório? Quem pagou a parte dele?

Para fechar o quebra cabeça, Moraes encerrou o inquérito contra Ibaneis Rocha (MDB) sobre o 8/1 no mesmo período que o governador do DF fazia pressão para o negócio BRB-Master acontecesse ignorando os alertas que não era vantajoso.

O ministro ficou desesperado com a possibilidade de ser sancionado pelo governo dos EUA e não poder ter contas em bancos e cartão de crédito de bandeira americana. E outros serviços.

Daí surgiu a oportunidade de ter participação em um banco que aliviava a situação e apareceu Daniel Vorcaro. Em novembro veio a prisão definitiva de Bolsonaro e o ministro despachou direto de Dubai, o mesmo destino que Vorcaro disse que iria ao ser preso. Em dezembro caiu a Magnitsky.

O que foi escrito será confirmado na delação do banqueiro e de outros que também pretendem contar e confessar os crimes que participaram. Ou não.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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