Obsessão com cálculo político

Alexandre de Moraes pegou uma obsessão patológica por Jair Bolsonaro. A última é determinar em 24 horas que a defesa explique a fala de Eduardo na CPAC em que mandaria um vídeo ao ex-presidente.

Moraes proíbe o uso de celular/internet e entrevistas por parte de Bolsonaro, inclusive por terceiros. Medidas que vão além do permitido na legislação e da lógica.

O que Moraes quer é deixar Bolsonaro completamente incomunicável em todas as mídias, que seus filhos e aliados não explorem politicamente o legado dele, uma estratégia para tentar asfixiar o bolsonarismo.

O Bolsonaro cometeu crime contra a democracia nas reuniões com os comandantes militares procurando formas de anular o resultado eleitoral de 2022 (o 8 de janeiro foi só uma confusão generalizada que resultou em quebradeira), mas o que Moraes faz não é justiça.

Família Bolsonaro quer súditos

A guerra aberta no bolsonarismo em Santa Catarina por causa da candidatura de Carlos Bolsonaro para o Senado imposta por Jair Bolsonaro causou fissuras neste campo político, já debilitado pela condenação por tentiva de golpe de estado do seu líder, que logo começará a cumprir a pena.

Faz parte da família Bolsonaro largar aliados pelo meio do caminho. Basta o mínimo de divergência e a pessoa passa a ser “traidor”, infiltrado” e outros adjetivos piores. A família Bolsonaro se acha dona da direita brasileira.

Ana Campagnolo está passando pelo que passou Julian Lemos, Gustavo Bebianno, General Santos Cruz, Joice Hasselmann e muito outros que foram não só expulsos do grupo bolsonarista, mas tiveram uma verdadeira campanha de linchamento virtual para acabar com as suas reputações apenas por discordâncias.

A guerra no estado mais bolsonarista do Brasil pode rachar o bolsonarismo e comprometer os planos do PL para 2026.

Sonho de Eduardo vira pesadelo

PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por coação em processo judicial. O deputado Eduardo Bolsonaro largou o mandato para buscar ajuda das autoridades dos EUA na tentativa de salvar seu pai da cadeia no processo por tentativa de golpe.

No início, as autoridades brasileiras zombava do 03. Mas Eduardo mostrou que tem acesso a figuras importantes no governo de Donald Trump e junto com o seu Sancho Pança conseguiram sanções contra autoridades brasileiras, como cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, além do tarifaço contra a economia brasileira.

Eduardo é o articulador internacional do clã Bolsonaro e sonhou em ser embaixador na América – idealiza como o paraíso na terra. Dos quatro filhos homens de Jair, Dudu é o “intelectual” e o mais olavista.

Eduardo já era para estar cassado do mandato se não fosse a falta de pulso firme de Hugo Motta, mas vai virar réu em breve e ser condenado nessa ação penal, porque produziu uma série de provas contra ele mesmo por achar que estando nos EUA está seguro, que vai vencer Moraes e voltar nos braços do povo.

Mas não passa de um o sonho que virou pesadelo. Reviveu a popularidade de Lula, não ajudou o pai e perderá o seu réu primário.

O presente de Eduardo e Trump a Lula

Donald Trump e Eduardo Bolsonaro deram um presente ao presidente Lula. Ao impor tarifa ao Brasil e sanção a autoridades brasileiras impulsionaram a popularidade de Lula e uma bandeira ao governo: defesa da soberania.

Junto com a queda nos preços dos alimentos o ataque americano ao país articulado pela família Bolsonaro fizeram o brasileiro ficar ao lado do seu líder, como aconteceu nos países que Trump tentou interferir politicamente. E quem não rechaçou sem tergiversar o ataque dos EUA também foi afetado.

A maioria ainda reprova o governo Lula, mas a rejeição vem caindo e o risco à reeleição do presidente também.

Eduardo foi para uma missão suicida que acabou por favorecer Lula, trucidou sua carreira política e fez a situação jurídica do próprio pai ficar mais complicada.

Cautenares contra Bolsonaro na visão da população

Uma pesquisa mostra que a maioria da população apoiou as medidas contra Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes determinou uma série de medidas cautelares a Jair Bolsonaro no inquérito que investiga o ex-presidente e seu filho Eduardo por coação, obstrução e ataque a soberania nacional nos EUA.

As cautelares:
tornozeleira eletrônica
não sair de casa das 19h as 7h e nos fins de semana
não manter contato com Eduardo
não postar nas redes sociais, inclusive por terceiros (ponto que deu mais polêmica)


Virou o assunto da política nacional. Os aliados de Bolsonaro tentaram suspender o recesso branco do Congresso Nacional para render homenagens a ele e tentar retaliar o STF, mas Davi Alcolumbre e Hugo Motta resistiram, o que acabou transformando os dois em alvo com Eduardo falando abertamente que podem sofrer sanções dos americanos se Alcolumbre não abrir processo de impeachment contra Moraes e Motta não pautar a anistia. Veremos se vão se intimidar com a ameaça.