
Pesquisa Ibope divulgada na tarde da última quinta-feira (28) mostrou o senador Marcelo Crivella (PRB), atual ministro da pesca, à frente na corrida ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro.
Em seguida aparece o ex-governador fluminense e atual deputado federal Anthony Garotinho (PR), com o senador Lindberg Farias (PT) empatado com ele.
O Candidato do atual governador Sergio Cabral (PMDB), atual vice-governador Luiz Fernando Pezão, aparece com 5% de intenções de voto.
Depois da avaliação de Cabral despencar, com denúncias que atingiram a sua imagem e as manifestações de junho – além de atitudes impopulares tomadas por parte do governador – ele terá muito trabalho para convencer a população do estado que seu governo está transformando o Rio em um lugar melhor para se viver e que Pezão é a continuação da mudança.
Ainda há o racha com o PT, que não abre mão da candidatura própria com o senador Lindberg. O que, provavelmente, fará com que a presidente Dilma não vá com muita frequência ao Rio em 2014, para não afastar o apoio de Cabral – ainda forte no interior do estado – a sua campanha à reeleição. Ainda se está por definir, portanto, quem realmente entrará na disputa pela sucessão de Cabral. Hoje líder, Crivella pode abrir mão da candidatura e apoiar Lindberg, mas o apoio do pastor Silas Malafaia ao petista pode ser decisivo para que Crivella, sobrinho de Edir Macedo – dono da Igreja Universal e desafeto declarado dele, Malafaia – confirme sua candidatura. E, se as futuras pesquisas forem como esta última, também pode-se imaginar o PRB lançando Crivella como candidato próprio.
O que se pode prever é que esta será uma eleição bastante disputada no Rio, com candidatos precisando caprichar no discurso para convencer os eleitores a deixar a rejeição e a descrença de lado e depositar, mais uma vez, um voto de confiança em algum deles.
Essa mesma pesquisa mostra o Deputado Federal Romário (PSB) com 10% de intenções de voto para o Senado, em segundo lugar, atrás somente do Deputado Estadual e apresentador Wagner Montes (PSD). Se Romário topar disputar a vaga do Rio ao Senado, pode surpreender mais uma vez e levar essa. Mas, como só há uma vaga em disputa, é mais provável que ele dispute a reeleição à Câmara dos Deputados para, aí sim, disputar em 2016 a prefeitura do Rio, sonho dele.