
Geraldo Alckmin resolveu deixar de “jogar parado” e tentar elevar seus índices bem modestos nas pesquisas eleitorais. O presidenciável do PSDB divulgou um vídeo nas suas redes sociais sobre a paralisação dos caminhoneiros.
Alckmin disse que a paralisação foi justa, que, no início, recebeu apoio da população cansada de pagar impostos e ter serviços de péssima qualidade, puxou a orelha do governo Temer pela demora em entender a gravidade da situação e, o ponto mais importante eleitoralmente, chamou de oportunistas candidatos, presos e soltos – nas palavras dele -, que partiram para o caminho do caos “sequestrando” a população em nome de suas agendas políticas e eleitorais.
Foi uma indireta bem direta para o PT e Jair Bolsonaro. A esquerda tentou catalisar a revolta dos caminhoneiros para as pautas petistas “Fora, Temer” e “Lula livre”. Enquanto Bolsonaro, uma hora defendia a greve, mas dizia que era contra bloqueios de rodovias ao ponto de ter que gravar um vídeo pedindo que os caminhoneiros fossem para casa por já ter mandado o recado aos políticos. E também teve a extrema-direita aproveitando para catalisar a paralisação para derrubar o governo por meio de um golpe militar chegando ao ponto de notícias de que intervencionistas estariam impedindo os caminhoneiros de desmobilizar a greve.
O ponto é que o vídeo de Alckmin passou a mensagem de querer ser o candidato de centro contra os extremos. Mas a questão é se o eleitor de centro sedento por uma candidatura viável percebeu e aprovou a postura do tucano. Mais importante: se está disposto a deixar a rejeição que tem tanto de Alckmin e do partido dele de lado apostando no tucano como o candidato que pode derrotar os extremos.



