
Geraldo Alckmin diz que quer ser o presidente do povo brasileiro; João Doria responde de Paris: É o povo que vai escolher o candidato do partido. Apoiadores do governador paulista dizem que esta declaração foi o ponta pé inicial do afastamento entre Doria e Alckmin. A cada dia que passa o prefeito se descola do seu mentor político.
O sucesso do início da gestão fez com que Doria fosse o melhor do PSDB pensando na disputa de 2018 muito pelas denúncias que pesam contra Aécio Neves e José Serra. Doria deve aceitar ser o candidato a governador e usará a falta de opção do partido para disputa e o risco de o PSDB perder São Paulo. Agora, ele vai ter que conseguir uma desculpa muito boa para os paulistanos e explicar sua renúncia de prefeito com de 1 ano de 3 meses de gestão ou vai ter problema com isso na eleição, principalmente na capital.
João Doria está cometendo uma série de erros que podem atrapalhar sua escalada rumo ao Planalto ou mesmo para o Palácio Bandeirantes. Em especial, 2 erros podem atrapalhar: A percha de “traidor” de quem o deu suporte para enfrentar resistências dentro do partido em 2016 e alianças que jogam no lixo o discurso de renovação da política que usou na eleição para prefeitura de São Paulo e muito provavelmente deve usar em uma nova campanha. São erros interligados.
O próprio Doria mesmo garantiu durante a campanha que ficaria os 4 anos e reiterou várias vezes em entrevistas. Agora caminha para repetir o que cansou de fazer José Serra, que abandonou vários mandatos no meio para concorrer ao governo estadual de São Paulo ou a presidente. A política é a arte do diálogo, sempre, mas é preciso manter um pouco de coerência ou você é engolido pela concorrência e seus próprios erros.