Genial Quaest: governos de SP, MG, PR e GO melhores avaliados que governo Lula

Pesquisa Genial Quaest mostra que governadores que estão mais para oposição estão em alta e o governo Lula (PT) patinando nos estados de PR, GO, MG e SP.

O melhor é o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), que tem 86% de aprovação. Ratinho Jr. (PSD) tem 79% no Paraná. Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Romeu Zema (NOVO), São Paulo e Minas Gerais, respectivamente tem 62% de aprovação.

Enquanto isso, o governo de Lula partina. Em São Paulo e Minas Gerais a sua aprovação é por diferença mínima. No Paraná e Goiás é reprovado. Já no país todo a aprovação do governo tem 5 pontos a mais.

A avaliação do governo mostra que o país continua dividido após dois anos da eleição e deve continuar assim. Mesmo a economia dando sinais positivos se a percepção popular não for a mesma dos números o governo vai continuar patinando. A melhora tem que chegar ao povo.

Popularidade do governo caindo serve de alerta ao presidente Lula

A avaliação do governo Lula (PT) vem sangrando. Pesquisa Genial Quaest mostrou a avalição positiva em 35% e a negativa em 34%. O tombo na imagem negativa foi de 5 pontos.

Essa queda muito se deve a alta dos preços dos alimentos, mas também se deve pelas falas desastrosas de Lula, principalmente na aérea da política externa.

Diminuir o holocausto comparando com o que Israel está fazendo em Gaza com certeza contribuiu para queda. E, não satisfeito, Lula agora nega a ditadura venezuelana comparando o caso que teve o registro indeferido por está condenado e preso em 2018 com uma decisão da Suprema Corte venezuelana completamente capturada pelo regime de Nicolas Maduro que tornou inelegível a candidata da oposição Maria Corina Machado mandando ela parar de chorar.

Para 38% a economia brasileira piorou. No lugar de falas absurdas Lula deveria olhar as pesquisas e cuidar de fazer o brasileiro não sentir o bolso pesado.

Lula indica Ricardo Lewandowski para o MJ

O presidente Lula (PT) oficializou o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski como o novo ministro da justiça e segurança pública. Logo vieram as comparações com o Sergio Moro deixando a magistratura para ser ministro da justiça e segurança pública de Jair Bolsonaro.

Mas há uma sutil diferença. Moro aceitou ser ministro de Bolsonaro, quem ele ajudou indiretamente ao condenar e tirar da disputa o candidato que poderia vencer seu futuro chefe, ainda no cargo de juiz. Já Lewandowski está fora do STF há quase um ano.

Do ponto de vista prático o nome de Lewandowski para a pasta da justiça é muito boa. Como jurista tem bom trânsito no meio do judiciário. E desarma bombas no legislativo que passou o último ano confrontando o ministro que sai Flávio Dino.

Já para segurança pública Lewandowski pode me surpreender, mas não vejo ele o nome ideal para uma pasta que tem muitos desafios e uma crise na segurança pública que não é de hoje, mas se deteriora ao passar dos anos. Dividiria a pasta em duas e indicaria outro ministro exclusivo para o tema segurança com um mais experiente no tema. O problema é que o governo Lula está perto de bater 40 ministérios (38) e mais uma estrutura passaria um péssimo sinal.

Alerta ao governo

Pesquisa Genial/Quaest mostrou queda na avaliação do governo Lula (PT) entre agosto e outubro. A pesquisa serve de alerta ao governo, que precisa melhorar a comunicação e apresentar programas do governo que estão dando resultados.

No período da pesquisa estourou a crise entre Israel e Hamas. O presidente e o Itamaraty estão se saindo bem ao repatriar os brasileiros que desejam sair de Israel, mas o governo está com dificuldade de retirar os compatriotas que estão em Gaza, alvo de Israel, porque o Egito não deseja abrir a fronteira e milhões de refugiados passarem nela.

Sobre o comportamento do governo e do presidente no conflito em si, o Brasil está tomando o caminho que a diplomacia brasileira segue: ou seja, defendendo a paz, com o fim do conflito ou se não der que se faça um corredor humanitário para os civis saírem da rota do conflito; repudiando o ataque terrorista do Hamas e sendo contra a ofensiva israelense contra a população de Gaza.

Muitos críticos ao governo brasileiro estão confundido – por ignorância ou de propósito – a posição de neutralidade como se fosse endosso ao Hamas e o ato covarde contra Israel. Não. O PT pode ter laços com a Palastina e em defesa da criação do Estado palestino e essa defesa histórica pode se confundir com laços com o Hamas. Mas dizer que o PT e o governo brasileiro defendem terroristas é má fé e tentaviva de emplacar essa narrativa suja.

Mas o governo precisa ser mais claro nos pronunciamentos e posições. Não deixar brecha para que usem de arma contra ele. Com as redes sociais o escrutínio público é diário e com a eleição apertada como foi a última todo deslize é amplificado.

Em setembro, outro episódio que desgastou o governo foi o lance envolvendo a ministra Anielle Franco, que como pretexto de assinar um documento contra o racismo no futebol foi para final da Copa do Brasil de futebol em jatinho da FAB. O pior foi o que a assesssora da ministra fez nas suas páginas nas redes sociais: agridindo o torcedor do São Paulo FC e o povo paulista. A assessora foi exonerado.

Outro que perdeu o emprego a usar a rede social foi o presidente da EBC, que repostou ofensas ao povo de Israel. É preciso um código de conduta para servidores públicos. Não pode a pessoa usar a rede social como se fosse um militante sem responsabilidade pelo cargo que ocupa. Aliás, até o cidadão que não ocupa cargo público precisa ter responsabilidade no que posta na internet.

O ano de 2023 vai terminar com o Brasil crescendo na casa de 3%, mas a atividade econômica já registra queda e 2024 pode ser de vacas magras. O governo precisa correr para evitar um tombo muito grande e, acima de tudo, que a inflação continue controlada ou o mau humor da população vai refletir na avaliação do governo.

No fim do ano deve ser aprovada no Congresso Nacional a reforma tributária, uma reforma esperada há 40 anos, mas seus frutos são para o futuro. É preciso que o governo crie sensação de bem-estar ao curto prazo sem recorrer a métodos que comprometam a saúde fiscal do país.

Luz amarela no governo Lula

Luz amarela no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Poder Data, caiu a aprovação ao governo Lula.

A aprovação caiu de 51% para 48%; desaprovação subiu de 43% para 45%. Já a avaliação também caiu. Ótimo/bom foi de 41% para 36%; ruim/péssimo saltou 32% para 35%; regular ficou em 25%. A comparação entre os governos Lula e Bolsonaro está em 48% que está melhor e 40% que está pior.

O país continua dividido mesmo depois de quase um ano da eleição. A eleição não acabou. Continuou no dia a dia.

Essa queda na avaliação do governo não sei se foi por causa do episódio envolvendo a ministra da igualdade racial Anielle Franco, que foi para a final da Copa do Brasil entre São Paulo e Flamengo no voo da FAB e de sua assessora que destinou ódio aos torcedores do São Paulo FC e ao povo paulista. Esse episódio pegou muito mal para a imagem do governo Lula. As decisões recentes do STF, como descriminalizar o uso de drogas e do aborto, também não caíram bem na população que associa isso ao governo.