Pesquisa Genial/Quaest mostrou queda na avaliação do governo Lula (PT) entre agosto e outubro. A pesquisa serve de alerta ao governo, que precisa melhorar a comunicação e apresentar programas do governo que estão dando resultados.
No período da pesquisa estourou a crise entre Israel e Hamas. O presidente e o Itamaraty estão se saindo bem ao repatriar os brasileiros que desejam sair de Israel, mas o governo está com dificuldade de retirar os compatriotas que estão em Gaza, alvo de Israel, porque o Egito não deseja abrir a fronteira e milhões de refugiados passarem nela.
Sobre o comportamento do governo e do presidente no conflito em si, o Brasil está tomando o caminho que a diplomacia brasileira segue: ou seja, defendendo a paz, com o fim do conflito ou se não der que se faça um corredor humanitário para os civis saírem da rota do conflito; repudiando o ataque terrorista do Hamas e sendo contra a ofensiva israelense contra a população de Gaza.
Muitos críticos ao governo brasileiro estão confundido – por ignorância ou de propósito – a posição de neutralidade como se fosse endosso ao Hamas e o ato covarde contra Israel. Não. O PT pode ter laços com a Palastina e em defesa da criação do Estado palestino e essa defesa histórica pode se confundir com laços com o Hamas. Mas dizer que o PT e o governo brasileiro defendem terroristas é má fé e tentaviva de emplacar essa narrativa suja.
Mas o governo precisa ser mais claro nos pronunciamentos e posições. Não deixar brecha para que usem de arma contra ele. Com as redes sociais o escrutínio público é diário e com a eleição apertada como foi a última todo deslize é amplificado.
Em setembro, outro episódio que desgastou o governo foi o lance envolvendo a ministra Anielle Franco, que como pretexto de assinar um documento contra o racismo no futebol foi para final da Copa do Brasil de futebol em jatinho da FAB. O pior foi o que a assesssora da ministra fez nas suas páginas nas redes sociais: agridindo o torcedor do São Paulo FC e o povo paulista. A assessora foi exonerado.
Outro que perdeu o emprego a usar a rede social foi o presidente da EBC, que repostou ofensas ao povo de Israel. É preciso um código de conduta para servidores públicos. Não pode a pessoa usar a rede social como se fosse um militante sem responsabilidade pelo cargo que ocupa. Aliás, até o cidadão que não ocupa cargo público precisa ter responsabilidade no que posta na internet.
O ano de 2023 vai terminar com o Brasil crescendo na casa de 3%, mas a atividade econômica já registra queda e 2024 pode ser de vacas magras. O governo precisa correr para evitar um tombo muito grande e, acima de tudo, que a inflação continue controlada ou o mau humor da população vai refletir na avaliação do governo.
No fim do ano deve ser aprovada no Congresso Nacional a reforma tributária, uma reforma esperada há 40 anos, mas seus frutos são para o futuro. É preciso que o governo crie sensação de bem-estar ao curto prazo sem recorrer a métodos que comprometam a saúde fiscal do país.