MBL-Missão

No final de 2014 surgia o Movimento Brasil Livre. Formado por jovens que não aceitavam a reeleição de Dilma Rousseff. Começaram com manifestações de rua contra o resultado da eleição e pedindo o impeachment da presidente.

A partir de 2015, junto com outros movimentos, o MBL aumentou a pressão no Congresso Nacional pelo impeachment. Fizeram uma grande manifestação de rua em março, com seu ápice na Avenida Paulista e Copacabana. Um grupo do movimento foi até Brasília a pé para pressionar os políticos.

Fizeram novamente uma manifestação de rua no ano seguinte, batendo o recorde de público da campanha diretas já e fizeram os políticos a aderir ao impeachment conseguindo o afastamento da Dilma. Após o impeachment alguns membros do MBL entraram na política partidária e foram eleitos, o líder Kim Kataguiri, por exemplo, foi eleito na eleição de 2026 para o terceiro mandato de deputado federal.

Na eleição presidencial de 2018 apoiaram Jair Bolsonaro. No primeiro ano do mandato romperam com o bolsonarismo e pregaram voto nulo em 2022. Em 2025, criaram o seu partido (Missão) e lançaram Renan Santos a presidente que conseguiu apenas 2,24% dos votos, elegeram apenas o Kim para o Congresso, 1 deputado estadual em São Paulo e o partido não conseguiu passar na cláusula de barreira.

O MBL que nasceu da insatisfação com o governo do PT, na ânsia de liderar um projeto alternativo ao bolsonarismo, involuntariamente ou não, está virando linha auxiliar do petismo.

Partido Missão (MBL) oficialmente criado; lição ao bolsonarismo

O MBL (Movimento Brasil Livre) criado no fim de 2014 que ganhou relevância nos atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) resolveu ter um partido próprio. Na noite desta terça-feira foi julgado e por unanimidade foi aprovado o registro no TSE.

Não é fácil a criação de um partido no Brasil, mesmo o país tendo dezenas deles. É preciso pouco mais de 500 mil assinaturas (0,5% do total de votos para Câmara dos Deputados na eleição de 2022) validadas.

Para ter uma ideia nem a força popular do bolsonarismo conseguiu criar o partido de Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil. Os “moleques” do MBL tiveram um plano, organização e souberam executar. Tudo que faltou no Aliança pelo Brasil. Mostraram como fazer.

Bobagem jogar a culpa da não criação do partido de Bolsonaro no “sistema” que não queria, que o MBL é a “direita permitida”. É desculpa para o fracasso e querer se eximir de responsabilidade. Aqui não entro no conteúdo do novo partido. Apenas parabenizo o grupo pelo grande feito. Nem o fato de mais um partido que com a cláusula de (barreira) desempenho tende a cair o número de agremiações e ficar apenas as que tiverem votos.