Huck fora do jogo eleitoral

É a terceira tentava fracassada de um “outsider”

Luciano Huck bateu o martelo e decidiu que não será candidato a presidente da República em 2018. Em artigo na Folha de São Paulo, Huck justificou seus encontros com personalidades da política, do mercado financeiro, ativistas e o motivo de não sair candidato: família.

Foi o que deu para tirar do texto. De resto, um monte de amontoados de clichês sobre os políticos, os problemas do Brasil, mas sem apontar uma solução para nada. Além de se autopromover, o que ele sabe fazer muito bem.

Não duvido que o apelo da família foi um dos motivos para Huck não embarcar na política neste momento, como ele colocou no artigo, e sim o ultimato da TV Globo: Se ele fosse realmente se candidatar tinha de se afastar de seu programa na emissora em dezembro, sem volta. E também valia para sua mulher Angélica.

Ao menos, o Brasil escapou da versão para 2018 do Silvio Santos de 1989 ser o apresentador global. Huck representava e ainda representa – frisou que não seria agora – a antipolítica mais caricata possível.

É a terceira tentava fracassada de parte da imprensa e partidos lançar um nome fora da política, um “outsider”. O juiz Sergio Moro foi o primeiro, mas não se deixou levar pela plateia ensandecida; o prefeito João Doria foi o segundo, que se antecipou ao processo eleitoral e se queimou; Huck foi a bola da vez. Façam suas apostas para o próximo.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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