
Eliane Cantanhêde diz que a candidatura de Luciano Huck à presidência da República começa a se concretizar. Cantanhêde escreve, em seu blog no Estadão, que Huck vai se filiar ao PPS até o dia 15 de dezembro.
Com legenda disponível (PPS), Armínio Fraga fazendo ponte com mercado financeiro, Huck ainda precisaria se cacifar conseguindo pontos nas pesquisas, apoio de várias camadas da sociedade e apoio de legendas que garantem a ele um bom pedaço do bolo de tempo de rádio e TV.
Não sei se seria informação, balão de ensaio ou vontade da Cantanhêde, o PSDB seria o avalista político de Huck. Seria a pá cal no partido da Social Democracia.
Huck será candidato pelo movimento Agora de Ilona Szabó (queridinha da imprensa progressista), se apresentando como o “novo”, o PPS será apenas uma ponte. É a antipolítica encarnada. Pior que nessa procura desesperada da imprensa, intelectuais, artistas, aventureiros, por essa sanha justiceira, em busca de um candidato fora da polarização Lula-Bolsonaro, ele pode surpreender.
Inexplicável Roberto Freire usar o PPS (herdeiro do Partidão PCB) como catapulta de Luciano Huck. Viu a chance de chegar ao poder, mesmo a reboque de uma celebridade se aproveitando do sentimento de ódio aos políticos.
Também inexplicável Armínio Fraga usar seu prestígio como avalista da candidatura de Luciano Huck. Muito medo de Lula e Bolsonaro ou muita vontade ser ministro manda-chuva. Ou as duas coisas.
Se o Luciano Huck entrar para política e mesmo perdendo a eleição presidencial se candidate a outros cargos (deputado, senador, governador, prefeito) de outras eleições, ele vai mostrar que não foi só oportunismo e vai ganhar meu respeito. Agora, se candidatando só para presidente e saindo da política do mesmo jeito que entrou, Huck vai confirmar o que falam dele.