
Pesquisa para prefeitura de São Paulo mostra cenário embolado entre quatro candidaturas para o início da disputa eleitoral. O atual prefeito Bruno Covas (PSDB) lidera com 16%. Guilherme Boulos (PSOL) é a surpresa dividindo a vice-liderança com Celso Russomanno (Republicanos), respectivamente 12,4% e 12,3%. Ex-governador Márcio França (PSB) aparece com 11,5%.
Existe sim possibilidade real de o PSOL disputar o segundo turno em São Paulo. Boulos vem numa crescente e se firmando como alternativa da esquerda contra Jilmar Tatto (PT) e Orlando Silva (PCdoB), que aparecem respectivamente com 2,1% e 0,8%. Tatto venceu a prévia do partido, mas não empolga nem a militância petista e Lula não parece muito disposto a se engajar na sua candidatura depois de implorar que Fernando Haddad aceitasse ser o candidato.
No lado da direita e centro-direita, esboça um rascunho do que pode ser a chapa do governador paulista João Doria (PSDB) em 2022, com PSDB, Democratas e MDB. O vereador Ricardo Nunes (MDB) será o vice de Covas no lugar do apresentar José Luiz Datena, que, mais uma vez, desistiu na última hora de entrar para política e seria o vice do atual prefeito. E o eterno candidato Celso Russomanno, que não está querendo muito disputar pela terceira vez a prefeitura, mas é estimulado pelo seu partido e pelo grupo do presidente Jair Bolsonaro a entrar na disputa.
A aliança PSB e PDT também é um esboço para a eleição presidencial de 2022. O PDT empresta um quadro para a vice de França, Antonio Neto, e o PSB retribui apoiando Ciro Gomes.
Se fosse fazer uma aposta, apostaria em Bruno Covas contra Márcio França em um segundo turno.
Não vejo o bolsonarismo influenciando como influenciou em 2018 catapultando candidatos apenas por se associar a Bolsonaro. Já Boulos, não o vejo com capilaridade suficiente para ir ao segundo turno. Seus votos devem se concentrar um pedaço na elite progressista paulista e outro pedaço na periferia, mas deve ficar por aí.
Covas e França concentrarão o maior tempo de televisão e ainda é a maior força numa eleição, até pela limitação da campanha de rua nesta campanha atípica pela pandemia. Além disso, o tucano ainda tem a visibilidade de ser o atual prefeito e ganhou em marketing involuntário na sua luta contra um câncer. Enquanto França vai apostar em ser novamente o “antiDoria”, que o fez vencer bem na capital contra o ex-prefeito na disputa pelo governo do estado.
Concordo
Márcio será eleito