Pesquisa indica vitória de Tarcísio contra Lula

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já aparece ligeiramente a frente do presidente Lula (PT) em pesquisa para as eleições de 2026, mesmo ele negando candidatura a presidente e não sendo conhecido nacionalmente. Em um segundo turno, Tarcísio teria 49% contra 47% de Lula.

A aposta do governo é o pacote anunciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de zerar impostos de importação de alguns alimentos.

O que pesa contra o governador de São Paulo é o fato da sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que insiste em não indicar um candidato. Isso pode atrasar o desembarque de Tarcísio do governo estadual no prazo de desincompatibilização (abril de 2026).

Mas, se a rejeição ao governo Lula continuar subindo, os agentes políticos podem forçar Bolsonaro a sair do caminho de Tarcísio justificando que ele é o nome para aglutinar apoio político e vencer o atual presidente.

Cenário 2026: Lula líder e com grande rejeição; indefinição na oposição

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra como está o cenário para as eleições de 2026. O presidente Lula (PT) lidera em todos os canários, mas a situação não é boa para o petista, que tem uma rejeição de 49%.

Com a indefinição da candidatura de oposição, há uma pulverização de candidaturas, ou melhor, de pré-candidaturas. O levantamento não teve o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível e correndo risco de ser denunciado pela PGR nos próximos dias por tentativa de golpe de estado.

Sem Bolsonaro, o nome que se destacou foi do cantor Gusttavo Lima (sem partido), que pontuou acima de 10% em todos os canários e atingiu 18% em um. É um excelente patamar para quem é outsider em um início de pré-campanha.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Pablo Marçal (PRTB) também pontuam bem. Tarcísio mantém o plano de concorrer à reeleição, mas não fechou a porta para uma candidatura presidencial e é o candidato mais viável para uma candidatura única de oposição sem Bolsonaro. A dúvida é se o ex-presidente vai apostar no seu ex-ministro ou vai bancar até a última hora a própria candidatura que dificilmente deve prosperar e colocar um dos seus filhos como candidato.

Bolsonaro segue sendo a maior ameaça a Lula

Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro são os nomes mais fortes eleitoralmente para substituir o ex-presidente na urna

2026 está um pouco distante, mas políticos e imprensa já estão pensando lá. Paraná Pesquisas divulgou uma pesquisa com cenário atual dos postulantes ao Planalto.

No cenário 1, que conta com o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mesmo que atualmente esteja inelegível, o atual presidente Lula (PT) lidera com 34%, Bolsonaro teria 33,9%. Ou seja, a polarização da última eleição continua e a diferença entre candidatos é mínima assim como foi na eleição de 2022.

Ciro Gomes (PDT) aparece com 11,3%, Pablo Marçal (PRTB) teria 6,1%, Ronaldo Caiado (União Brasil), que já se colocou como pré-candidato, tem 4,7%. Helder Barbalho (MDB) ficaria com 1,2%.

No cenário 2, sem Marçal, Bolsonaro venceria Lula: 37,3% a 34,4%. Ciro teria 11,7%, Caiado teria 5,4%, e Helder, 1,4%.

No cenário 3, sem Bolsonaro, Lula lidera com 34,5%, Michelle Bolsonaro (PL) teria 20,7%, Ciro 12,9%, Marçal 11,5%, Caiado 6,6%, e Helder, 1,6%.

No cenário 4, sem Bolsonaro, Lula 35,2%, Tarcísio se Freitas (Republicanos) teria 25,3%, Ciro 15,2%, Caiado 7,4%, e Helder, 1,8%.

A pesquisa revela que Bolsonaro segue competitivo mesmo com a acusação de tentar um golpe de estado e é o nome mais forte da direita. Sem Bolsonaro, Tarcísio é o nome mais forte. O governador de São Paulo, que diz que tentará reeleição ao cargo, ficaria 10 pontos atrás de Lula não sendo conhecido nacionalmente. A ex-primeira-dama também pontua bem e passa a ser opção.

Muita água vai passar por debaixo da ponte e muitos acontecimentos vão acontecer até lá. Mas a reeleição de Lula não está garantida. O governo vai ter que trabalhar muito para melhor a aprovação popular e os índices de votos.

Para a oposição, essa pesquisa mostra que Bolsonaro ainda é o candidato mais viável eleitoralmente, mas caso ele não possa se candidatar ainda é possível vencer.