Copa 2026: Trump humilha países com a conivência do presidente da Fifa

Falta 1 dia para a abertura da 23ª Copa do Mundo de futebol. Será a primeira em 3 países (EUA, Canadá e México) e saltou de 32 para 48 seleções participantes.

Copa é momento único, de congregação e união dos povos, mas o momento que passa o mundo é de tensão com conflitos que provocam caos na economia mundial e a eterna ameaça de uma terceira guerra mundial. Além do conflito de Rússia e Ucrânia, que se arrasta desde 2022, a guerra entre EUA-Israel contra Irã não parece ter fim.

O presidente dos EUA, Donald Trump, entrou nele acreditando que bastava jogar umas bombas no território iraniano, matar o aiatolá que faria o mesmo que fez na Venezuela ao transformar o país num protetorado americano. Caiu no conto do premier israelense Netanyahu, que precisa de guerras para se manter no poder e não ser preso.

Além do clima bélico, também tem a rígida política anti-imigração e fronteirística do governo Trump, constrangendo quem é vítima e destruindo sonhos. Aliás, o papel submisso do Gianni Infantino a Trump constrange. O país sede de uma copa não pode abrir mão da sua autonomia e soberania, diferente o que fez certo país sul-americano que aceitou tudo que fora imposto, mas Infantino rasga as regras da Fifa ao se submeter como se fosse um funcionário do governo norte-americano ou de Trump.

Fim da guerra em Gaza

A notícia mais aguardada desde o bárbaro ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o revide israelense que passou de todo limite do aceitável aconteceu hoje.

Foram mais de 2 anos de debates intermináveis sobre quem tem razão na secular disputa de judeus contra palestinos. Debates feitos com o fígado e a base de muito ódio de parte a parte. Terroristas de um lado e invasores sionistas do outro.

Quem defende a posição de 2 estados, Israel e Palestina convivendo em paz, criticou o ataque brutal do Hamas, mas critica a resposta do governo de Benjamin Netanyahu promovendo matança e destruição em Gaza, virou defensor de terroristas e antissemita. Não sabem separar o governo do povo.

Quem sai forte é o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo com declarações muito infelizes sobre a Faixa de Gaza, como comprar e transformar a região em resort. Mas conseguiu parar a guerra que começou no governo de Joe Biden e o ex-presidente não soube como parar.

Que o cessar-fogo permanente seja, de fato, permanente. O trabalho de reconstrução físico e institucional de Gaza será árduo e vai precisar de muita ajuda internacional. Que Israel aceite a criação do estado palestino e a região desfrute da almejada paz.

Netanyahu tem que ser parado

Israel faz um massacre contra palestinos da Faixa de Gaza há um ano e oito meses. Com pretexto de se defender e acabar com o grupo terrorista Hamas depois do ataque promovido por ele em 7 de outubro de 2023, Netanyahu começou uma guerra desigual que já matou milhares de inocentes – muitas crianças e mulheres. E quem reclamar mostrando indignação é acusado de antissemita que está promovendo o antissemitismo.

Além dos bombardeios de forma irresponsável, Israel dificulta acesso humanitário condenando a população de Gaza a um verdadeiro genocídio de “honrar” os facínoras do passado como Stalin e Hitler.

É impensável que Israel vítima do horror do holocausto, que matou milhões de judeus, esteja fazendo o mesmo com palestinos. O pior é a comunidade internacional inerte ou apoiando a matança de Israel.

Passou da hora do Brasil dentro das suas prerrogativas passar de palavras para ação e cortar de vez relação com Israel. O presidente Lula passou a ser persona non grata lá por ter comparado a carnificina em Gaza com o holocausto. Pois bem, já não é mais uma blasfêmia tal comparação. É hora de cortar relações com Israel enquanto Netanyahu for o premier praticando as suas atrocidades para manter a coalizão extremista que o sustenta no poder.