Trumpismo virou ameaça na terra da liberdade

Os Estados Unidos da América estão próximos de uma convulsão social que pode levar o país a uma guerra civil. O que a milícia de Donald Trump chamada de ICE está fazendo em todo país e com mais destaque na cidade Minneapolis no estado Minnesota lembra muito o que os nazistas faziam.

No passado, os judeus eram os caçados. No presente, os imigrantes ilegais.

Duas mortes de dois americanos (muita ironia; uma mulher que tentou fugir de uma abordagem da milícia de Trump sem colocar em risco os agentes e um homem em situação parecida) provocaram repulsa da população americana não só de Minnesota tanto a esta polícia que caça imigrantes ilegais sem o menor constrangimento de usar até crianças como isca para pegar os seus pais como a própria política anti-imigração do presidente.

Cada país é soberano para decidir quem pode entrar no seu território e Trump deixou claro na campanha que travaria uma guerra contra os imigrantes ilegais que ele generaliza chamando todos de bandidos. E está cumprindo nem que seja preciso passar por cima da Constituição e da dignidade humana.

Trump está mais agressivo no segundo mandato. Pode ser por vingança por ter sido até condenado na justiça e por ter o controle do Congresso, além de certa boa vontade da Suprema Corte. Mas essa tranquilidade pode acabar nas eleições de novembro que pode perder a Câmara e até o Senado.

Normalmente os presidentes americanos não vão bem nas eleições do meio de mandato que são quase um termômetro do governo. A aprovação popular de Trump desaba e ele tenta encobrir criando crises com históricos aliados como os europeus, com sua megalomania de querer entrar nos livros de história como o presidente que expandiu o país anexando a Groelândia e até o vizinho Canadá, que sempre foi parceiro dos EUA.

Só os americanos podem parar Trump. Que não seja tarde e não precise que seja derramando mais sangue.

Fim da guerra em Gaza

A notícia mais aguardada desde o bárbaro ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o revide israelense que passou de todo limite do aceitável aconteceu hoje.

Foram mais de 2 anos de debates intermináveis sobre quem tem razão na secular disputa de judeus contra palestinos. Debates feitos com o fígado e a base de muito ódio de parte a parte. Terroristas de um lado e invasores sionistas do outro.

Quem defende a posição de 2 estados, Israel e Palestina convivendo em paz, criticou o ataque brutal do Hamas, mas critica a resposta do governo de Benjamin Netanyahu promovendo matança e destruição em Gaza, virou defensor de terroristas e antissemita. Não sabem separar o governo do povo.

Quem sai forte é o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo com declarações muito infelizes sobre a Faixa de Gaza, como comprar e transformar a região em resort. Mas conseguiu parar a guerra que começou no governo de Joe Biden e o ex-presidente não soube como parar.

Que o cessar-fogo permanente seja, de fato, permanente. O trabalho de reconstrução físico e institucional de Gaza será árduo e vai precisar de muita ajuda internacional. Que Israel aceite a criação do estado palestino e a região desfrute da almejada paz.

Netanyahu tem que ser parado

Israel faz um massacre contra palestinos da Faixa de Gaza há um ano e oito meses. Com pretexto de se defender e acabar com o grupo terrorista Hamas depois do ataque promovido por ele em 7 de outubro de 2023, Netanyahu começou uma guerra desigual que já matou milhares de inocentes – muitas crianças e mulheres. E quem reclamar mostrando indignação é acusado de antissemita que está promovendo o antissemitismo.

Além dos bombardeios de forma irresponsável, Israel dificulta acesso humanitário condenando a população de Gaza a um verdadeiro genocídio de “honrar” os facínoras do passado como Stalin e Hitler.

É impensável que Israel vítima do horror do holocausto, que matou milhões de judeus, esteja fazendo o mesmo com palestinos. O pior é a comunidade internacional inerte ou apoiando a matança de Israel.

Passou da hora do Brasil dentro das suas prerrogativas passar de palavras para ação e cortar de vez relação com Israel. O presidente Lula passou a ser persona non grata lá por ter comparado a carnificina em Gaza com o holocausto. Pois bem, já não é mais uma blasfêmia tal comparação. É hora de cortar relações com Israel enquanto Netanyahu for o premier praticando as suas atrocidades para manter a coalizão extremista que o sustenta no poder.

Mujica engrandeceu a política

Morreu José “Pepe” Mujica, 89, ex-presidente do Uruguai. Mujica ficou conhecido mundialmente por seu jeito simples que não o abandonou nem quando esteve no poder. Pelo contrário, ele abriu mão de muitos direitos/privilégios do cargo.

Mujica foi o que acreditava e pregava. De esquerda, fez um governo realmente progressista. Democrata, não se apegou ao poder para se eternizar a ele e não se aliava nem se acovardava para governos do seu campo ideológico que se afastava da democracia e dos direitos humanos. Criticou Nicolas Maduro chamando de ditadura o que ocorre na Venezuela.

Independente de concordar ou não com os ideais de Mujica, ele foi um político com P maiúsculo. Engrandeceu a política uruguaia, sul-americana e latino-americana.

Aliás, o Uruguai é um país minúsculo em território e população, mas é exemplo de civilidade política, de cultura e cidadania. Lá se alterna democraticamente direita e esquerda no governo sem qualquer trauma político e social.

Lula vai pagar nas urnas o apoio a Maduro

O governo Lula (PT) vai mandar a embaixadora do Brasil na Venezuela para representar o país na posse do terceiro mandato de Nicolas Maduro, o tirano que governa o país vizinho com mão de ferro e controla as instituições daquele país.

Maduro foi declarado vencedor da eleição realizada em julho de 2024 pelo Conselho Nacional Eleitoral que diz que ele recebeu 51% dos votos, mas a oposição garante com as atas que recebeu dos fiscais quem venceu foi Edmundo Gonzalez Urrutia, o principal candidato opositor, com quase 70% dos votos.

Maduro desrespeitou o Acordo de Barbados liderado pelo governo Lula quando foi firmado o compromisso de realizar eleições livres, transparentes e respeitar o resultado. Teve eleições, mas longe de ter sido livres e transparentes.

A oposição teve dificuldades de inscrever o seu candidato, a líder Maria Corina Machado não pôde ser candidata acusada de crimes e inabilitada pela Suprema Corte, a sua substituta também foi impedida e até hoje não se sabe o motivo. Edmundo Gonzalez foi a terceira escolha da oposição.

Após o resultado contestado milhares de manifestantes foram reprimidos e presos, além de vários partidários da oposição sequestrados. Corina voltou a se apresentar em público depois de um tempão sumida por medo de ser presa liderando protesto contra Maduro e chegou a ser sequestrada e liberada muito provalmente por medo da forte reação internacional que aconteceria se a ditadura mantivesse ela presa e sem paradeiro conhecido.

Em 2023, Lula recebeu com pompa e cerimonial de chefe de estado em Brasília Maduro, rompendo com a política do governo brasileiro anterior, de Jair Bolsonaro, a distância com o governo venezuelano. O presidente brasileiro chegou a dizer que as acusações contra Maduro eram “narrativas”, que o “companheiro” precisava controlar a narrativa e um tempo depois respondendo sobre o que acontece na Venezuela disse que a democracia é relativa. Mais tarde Lula reconheceu que lá não é uma democracia normal, mas não é uma ditadura, é um “regime desagradável”.

O governo brasileiro não reconhece a vitória de Maduro nem da oposição, fica pedindo as atas que nunca apareceram em posição que favorece ao regime e ao mandar um representante para a posse inevitavelmente acaba por reconhecer e legitimar o processo eleitoral venezuelano que não seguiu o tratado costurado pelo Brasil. O PT, por outro lado, logo após a proclamação do resultado pelo conselho eleitoral venezuelano correu para reconhecer e parabenizar Maduro.

Lula e PT que aqui bradam por democracia e se intitulam salvadores dela, apoiam um regime que suprimiu a democracia na Venezuela. Esse apoio a Maduro será cobrado em 2026.