Fim da guerra em Gaza

A notícia mais aguardada desde o bárbaro ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o revide israelense que passou de todo limite do aceitável aconteceu hoje.

Foram mais de 2 anos de debates intermináveis sobre quem tem razão na secular disputa de judeus contra palestinos. Debates feitos com o fígado e a base de muito ódio de parte a parte. Terroristas de um lado e invasores sionistas do outro.

Quem defende a posição de 2 estados, Israel e Palestina convivendo em paz, criticou o ataque brutal do Hamas, mas critica a resposta do governo de Benjamin Netanyahu promovendo matança e destruição em Gaza, virou defensor de terroristas e antissemita. Não sabem separar o governo do povo.

Quem sai forte é o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo com declarações muito infelizes sobre a Faixa de Gaza, como comprar e transformar a região em resort. Mas conseguiu parar a guerra que começou no governo de Joe Biden e o ex-presidente não soube como parar.

Que o cessar-fogo permanente seja, de fato, permanente. O trabalho de reconstrução físico e institucional de Gaza será árduo e vai precisar de muita ajuda internacional. Que Israel aceite a criação do estado palestino e a região desfrute da almejada paz.

Biden não resiste à pressão

O presidente dos EUA Joe Biden renunciou à candidatura pela reeleição na eleição americana que será disputada em novembro. Biden vinha sofrendo muita pressão de correligionários do partido democrata, de financiadores de campanhas dos democratas e de militantes.

Biden sentiu muito o ex-presidente Barack Obama engrossar o coro pela desistência dele. Lembrando que Biden foi o vice de Obama e foi importante para ele vencer resistências nas campanhas que o ex-presidente venceu.

A pressão pela desistência começou pelo desempenho de Biden no debate na CNN e só cresceu com gafes do presidente. E o temor de Donald Trump voltar à Casa Branca. Mas nas pesquisas Biden vem mantendo uma disputa acirrada com Trump.

Na carta de renúncia Biden deu seu apoio para a vice-presidente Kamala Harris ser a indicada do partido. Vejo que, se o partido democrata indicar Kamala, vai ficar mais fácil para Trump.

Vejo ela como representante de uma esquerda radical do partido democrata e seria tudo que o republicano deseja enfrentar. Aliás, Trump já lançou pedras a ela antes mesmo de indicada.

Se o partido democrata deseja manter sua permanência na Casa Branca tem que ter um candidato que dialoga com o eleitorado conservador e de centro. Não vai adiantar ter o eleitorado democrata fiel, vencer nos estados que dão vantagem ao partido e perder nos estados que decidem eleições no colégio eleitoral.