Copa 2026: Trump humilha países com a conivência do presidente da Fifa

Falta 1 dia para a abertura da 23ª Copa do Mundo de futebol. Será a primeira em 3 países (EUA, Canadá e México) e saltou de 32 para 48 seleções participantes.

Copa é momento único, de congregação e união dos povos, mas o momento que passa o mundo é de tensão com conflitos que provocam caos na economia mundial e a eterna ameaça de uma terceira guerra mundial. Além do conflito de Rússia e Ucrânia, que se arrasta desde 2022, a guerra entre EUA-Israel contra Irã não parece ter fim.

O presidente dos EUA, Donald Trump, entrou nele acreditando que bastava jogar umas bombas no território iraniano, matar o aiatolá que faria o mesmo que fez na Venezuela ao transformar o país num protetorado americano. Caiu no conto do premier israelense Netanyahu, que precisa de guerras para se manter no poder e não ser preso.

Além do clima bélico, também tem a rígida política anti-imigração e fronteirística do governo Trump, constrangendo quem é vítima e destruindo sonhos. Aliás, o papel submisso do Gianni Infantino a Trump constrange. O país sede de uma copa não pode abrir mão da sua autonomia e soberania, diferente o que fez certo país sul-americano que aceitou tudo que fora imposto, mas Infantino rasga as regras da Fifa ao se submeter como se fosse um funcionário do governo norte-americano ou de Trump.

Trumpismo virou ameaça na terra da liberdade

Os Estados Unidos da América estão próximos de uma convulsão social que pode levar o país a uma guerra civil. O que a milícia de Donald Trump chamada de ICE está fazendo em todo país e com mais destaque na cidade Minneapolis no estado Minnesota lembra muito o que os nazistas faziam.

No passado, os judeus eram os caçados. No presente, os imigrantes ilegais.

Duas mortes de dois americanos (muita ironia; uma mulher que tentou fugir de uma abordagem da milícia de Trump sem colocar em risco os agentes e um homem em situação parecida) provocaram repulsa da população americana não só de Minnesota tanto a esta polícia que caça imigrantes ilegais sem o menor constrangimento de usar até crianças como isca para pegar os seus pais como a própria política anti-imigração do presidente.

Cada país é soberano para decidir quem pode entrar no seu território e Trump deixou claro na campanha que travaria uma guerra contra os imigrantes ilegais que ele generaliza chamando todos de bandidos. E está cumprindo nem que seja preciso passar por cima da Constituição e da dignidade humana.

Trump está mais agressivo no segundo mandato. Pode ser por vingança por ter sido até condenado na justiça e por ter o controle do Congresso, além de certa boa vontade da Suprema Corte. Mas essa tranquilidade pode acabar nas eleições de novembro que pode perder a Câmara e até o Senado.

Normalmente os presidentes americanos não vão bem nas eleições do meio de mandato que são quase um termômetro do governo. A aprovação popular de Trump desaba e ele tenta encobrir criando crises com históricos aliados como os europeus, com sua megalomania de querer entrar nos livros de história como o presidente que expandiu o país anexando a Groelândia e até o vizinho Canadá, que sempre foi parceiro dos EUA.

Só os americanos podem parar Trump. Que não seja tarde e não precise que seja derramando mais sangue.

Verdades sobre o tarifaço de Trump

Donald Trump revogou parte das tarifas contra o Brasil porque elas estavam pesando na inflação dos EUA e os americanos estão culpando o “laranjão”. A surra que os republicanos levaram nas eleições de vários estados neste mês e a baixa popularidade do próprio Trump ligaram o sinal de alerta para as eleições legislativas de meio de mandato em 2026.

Por outro lado, não podem ser desprezadas como estão por alguns comentaristas de economia e política as negociações do governo brasileiro capitaneados pelo chanceler Mauro Vieira e o vice-presidente e ministro da indústria Geraldo Alckmin, além do lobby de empresários brasileiros juntos com empresários americanos na Casa Branca.

O tarifaço não foi sobre Jair Bolsonaro (Trump usou o caso dele para ganhar apoio aqui dos ditos patriotas). É uma das armas geopolítica para os americanos recuperar domínio no que chamam de seu quintal, a América Latina.

Sobre Lula, o presidente brasileiro usou a bandeira da soberania para ganhar politicamente (conseguiu em certa medida), mas não pode achar que já ganhou a disputa nem que foi por “química”. Mas ao encarar Trump e não abaixando a cabeça como muitos brasileiros da imprensa e do mercado queriam ganhou a simpatia dele, porque é notório que o presidente americano gosta de ser bajulado, mas não gosta de bajulador, principalmente na relação com líderes de nações.

Fim da guerra em Gaza

A notícia mais aguardada desde o bárbaro ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o revide israelense que passou de todo limite do aceitável aconteceu hoje.

Foram mais de 2 anos de debates intermináveis sobre quem tem razão na secular disputa de judeus contra palestinos. Debates feitos com o fígado e a base de muito ódio de parte a parte. Terroristas de um lado e invasores sionistas do outro.

Quem defende a posição de 2 estados, Israel e Palestina convivendo em paz, criticou o ataque brutal do Hamas, mas critica a resposta do governo de Benjamin Netanyahu promovendo matança e destruição em Gaza, virou defensor de terroristas e antissemita. Não sabem separar o governo do povo.

Quem sai forte é o presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo com declarações muito infelizes sobre a Faixa de Gaza, como comprar e transformar a região em resort. Mas conseguiu parar a guerra que começou no governo de Joe Biden e o ex-presidente não soube como parar.

Que o cessar-fogo permanente seja, de fato, permanente. O trabalho de reconstrução físico e institucional de Gaza será árduo e vai precisar de muita ajuda internacional. Que Israel aceite a criação do estado palestino e a região desfrute da almejada paz.

O presente de Eduardo e Trump a Lula

Donald Trump e Eduardo Bolsonaro deram um presente ao presidente Lula. Ao impor tarifa ao Brasil e sanção a autoridades brasileiras impulsionaram a popularidade de Lula e uma bandeira ao governo: defesa da soberania.

Junto com a queda nos preços dos alimentos o ataque americano ao país articulado pela família Bolsonaro fizeram o brasileiro ficar ao lado do seu líder, como aconteceu nos países que Trump tentou interferir politicamente. E quem não rechaçou sem tergiversar o ataque dos EUA também foi afetado.

A maioria ainda reprova o governo Lula, mas a rejeição vem caindo e o risco à reeleição do presidente também.

Eduardo foi para uma missão suicida que acabou por favorecer Lula, trucidou sua carreira política e fez a situação jurídica do próprio pai ficar mais complicada.