Desabafo

Roberto Mamede Studart Soares, o Betinho, diretor de Esportes Amadores e Olímpicos do Fortaleza Esporte Clube é mais uma vítima da carnificina na guerra urbana que vive o Brasil e em especial o nordeste brasileiro e o Estado do Ceará.

Após sair de uma agência bancária, Betinho foi abordado pelo um bandido na modalidade conhecida como “saidinha”, quando a pessoa saca dinheiro de um banco e assaltantes ficam de tocaia prontos para ação. Não satisfeito em roubar e levar o dinheiro da vítima, o marginal levou a vida do diretor do Fortaleza EC. Apenas porque tentou reagir ao assalto indignado em entregar de graça o que conseguiu com seu trabalho.

Agora me diga para quem a turma dos direitos humanos vai mandar cartinha e se indignar no caso? É claro que é para a família do bandido que matou o diretor, além de culpar a vítima por ter reagido contra uma pobre vítima da sociedade lutando para sobreviver em um modelo de injustiça e desigualdade social. Governantes irão se solidarizar com o morto e sua família cinicamente. Políticos irão tentar capitalizar eleitoralmente com o cadáver.

Ocasiões como agora é que eu entendo aqueles que não se enquadram no estereótipo que tentam associar e mesmo assim declaram voto em Jair Bolsonaro, pela angústia, o sentimento de impotência, de raiva desse sistema podre, hipócrita, inoperante e dessa turma que distorce o conceito de direitos humanos. É uma válvula de escape para não enlouquecer e um grito para ver se a turma do poder põe os pés na realidade.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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