Na madrugada desta segunda-feira, 9, criminosos atearam fogo na garagem da prefeitura de Tejuçuoca/CE e destruíram carros da secretaria de saúde do município. Na imagem da câmera de segurança é possível ver duas pessoas ateando fogo. A polícia investiga o caso.
O prefeito José Antunizio de Brito, Britinho (Republicanos), lamentou o ocorrido e chamou o ato de terrorismo. Além de terrorismo, está com jeito de crime político visando a eleição do dia 6/10, com o intuito de provocar o caos para prejudicar a atual administração e gerar votos para candidatos de oposição.
Pode ser teoria conspiratória, mas não descartaria. É preciso uma investigação profunda e célere. Falta menos de um mês para a eleição. É preciso ficar atento e reforçar a segurança na cidade.
Se perde os escrúpulos em períodos eleitorais. A destruição dos carros gerou prejuízo para prefeitura e vai prejudicar a população, principalmente quem precisa dos carros para se locomover para consulta e atendimento fora da cidade.
A eleição do atual governador fluminense veio na onda de um discurso de confronto contra a bandidagem e entendo o sentimento dos cariocas e fluminenses cansados de tanta violência. Dos brasileiros. Só que não se combate criminalidade com mais violência e é tão óbvio que virou clichê. De tanto se martelar que direitos humanos são para proteger bandidos de um lado, uma certa indulgência de alguns da esquerda para quem comete crimes, descaso na segurança pública por autoridades, criou-se um clima que só na bala para resolver o problema.
A política de segurança “mirando na cabecinha” e dando autorização para atirar em qualquer um que seja suspeito de carregar um fuzil, mesmo se o “fuzil” for um guarda-chuva ou um tripé de uma câmera, é a política da barbárie. Não tem nada de uma política de segurança pública séria e responsável. Sair do helicóptero comemorando que um sequestrador de um ônibus foi executado pela polícia mostra o caráter de um governante e do ser-humano que se diz cristão. Independentemente se a ação foi legítima e necessário (no caso em tela, foi), não é papel de um governador sair como uma gazela saltitante brindando a morte.
A política séria e responsável de segurança aposta na inteligência, no preparo profissional, financeiro, condições de trabalho e psicológico das forças de segurança. A política de segurança que não coloca em risco a vida da população da favela e do asfalto é a que combate o tráfico de armas do crime organizado e de milícias.
A morte de Agatha Vitória Sales Félix, de apenas 8 anos, é de revoltar, um braço do Estado matou uma criança que deveria proteger. Não consigo classificar a gravidade. Sabe o que é ainda pior? Vai ficar por isso mesmo e logo será esquecida virando um mero número na estatística dos cadáveres (entre civis, policiais e bandidos) contabilizados. Só restará a lembrança e a dor dos pais, familiares, amigos e conhecidos. Não tem argumento que justifique a política fascistoide e sanguinária do governador Wilson Witzel, que está com as mãos suja do sangue de Agatha e outros.
Decreto que flexibiliza a posse de arma de fogo é ponderado e faz justiça ao resultado do referendo de 2005
O presidente Jair Bolsonaro cumpriu uma das suas promessas mais antiga, até mesmo antes de ser candidato ao cargo, que era tornar menos rígido os critérios para aquirir uma arma de fogo para posse. Para esse primeiro momento usou o poder do decreto para modificar um outro decreto, o de número 5.123, de 2004, que regulamentou a Lei 10.826/03.
Como já era esperado, imprensa e oposição – que promete um decreto legislativo para sustar o decreto de Bolsonaro no Congresso Nacional – unidas contra essa iniciativa que nada mais é que a reconquista de um direito do cidadão que deseja ter uma arma seja para legítima defesa sua, de sua família e sua(s) propriedade(s) ou por outra razão de segurança.
O presidente disse que o governo ainda vai editar uma media provisória (MP) para quem tem uma arma sem registro poder regularizar a posse. E deixou uma nova flexibilização do estatuto do desarmamento para o Congresso Nacional e os congressistas da bancada da segurança pública (pejorativamente chamada de “bancada da bala”).
Mas também teve do lado de quem defende a flexibilização e até revogar o estatuto do desarmamento descontentes do formato do decreto achando ele muito “leve” e confuso. O governo ficou no meio das ONGs pró-vida sem armas e com armas. Quem é pró-armas defende uma flexibilização maior e uma ala mais radical defende a revogação completa do estatuto do desarmamento, já os pró-vida sem armas não querem nem ouvir falar de flexibilização do estatuto aprovado em 2003.
Quem escreve este texto não é armamentista e defende o decreto assinado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, por respeitar um princípio básico de todo cidadão: livre arbítrio. O decreto devolve com regras o direito de quem quer ter a posse de uma arma, praticamente inexistente no decreto anterior assinado pelo ex-presidente Lula. Essas novas regras elaboradas pelo Ministério da Justiça de Sérgio Moro são ponderadas e atendem esse direito sem ser um libera geral de armas.
No dia 23 de outubro de 2005, 95.375.824 votaram no referendo que poderia proibir, no território nacional, a produção e venda de armas de fogo e munição. Foi o último referendo ou plebiscito realizado no Brasil. Depois de uma campanha intensa entre armamentistas e desarmamentistas na TV, o “não” saiu vencedor contra o “sim”.
Bolsonaro citou essa votação no seu discurso após assinar o decreto. Armar a população não é política de segurança pública e não é para resolver a sangria de 30 mil homicídios/por 100 mil habitantes (Atlas da Violência) no Brasil. Ser a favor que uma pessoa/família tenha direito de ter a posse de uma ou mais arma de fogo é defender um direito que foi subtraído pelo Estado. Proibir quem quer ter a posse de arma de fogo é autoritário e muito de ditaduras que desarma seu povo para não ter resistência.
Uma ação policial no interior do Rio de Janeiro reacendeu um debate antigo e complexo. Um bandido assaltou uma loja na cidade de Valença (RJ), ele tinha um revolver calibre .38 e R$ 50 mil em joias roubadas. Ao fazer um patrulhamento no centro da cidade, a PM foi avisada do assalto com refém, no caso uma senhora de 83 anos. Segundo os policiais o assaltante ameaçava atirar na mulher ou no policial.
O policial que estava tentando negociar com o criminoso não teve dúvida e aproveitou a primeira brecha que o bandido deu para atirar. Estava em jogo a vida da vítima e a sua própria ou do sequestrador. Um vídeo de todo ocorrido percorreu a internet e lógico que houve manifestações de aplausos ao policial e críticas.
O presidente eleito Jair Bolsonaro publicou uma mensagem parabenizando o policial por ter salvo a vida da senhora de 83 anos. Nunca um presidente da República valorizou uma ação policial por ter salvo um cidadão ou cidadã.
Mas a imprensa, especialmente a Folha de SP, noticiou o caso quase crucificando o policial e usando a mensagem do presidente como um endosso a um assassinato. É a “bandidolatria” que encontrou guarida nas redações de jornalismo. Bandido é vítima da sociedade, de falta de oportunidade e a polícia é fascista que comete genocídio contra a população pobre e negra. Pensamento assim passou a ser propagado por quem defende uma linha ideológica revolucionária divisionista.
Todo um discurso de uma parte da esquerda é endossado por uma imprensa com viés. A “bandidolatria” acha que o problema da violência está na polícia que “mata muito” e a solução está na desmilitarização passando por iluminar todas as ruas das cidades. O conceito de “Direitos Humanos” foi distorcido de uma forma que se você aplaude um policial que arriscou sua vida para salvar outra é logo carimbado de fascista – obviamente, quem acusa o outro indiscriminadamente de fascista não faz a menor ideia do real significado do fascismo – e você passa a ser o criminoso. A inversão de valores foi tão grande, que gerou um efeito de repulsa pela palavra “direitos humanos”.
Na próxima segunda-feira (10) vai ser comemorado os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ninguém pode ser contra o que está nos 30 artigos da declaração escrita alguns anos depois do término da Segunda Grande Guerra Mundial, que deixou um rastro de destruição em vários países e vidas humanas. Acontece que passaram a usar a declaração como justificativa para teses das mais absurdas. O termo “direitos humanos” passou a ser usado por pessoas que sequestraram a pauta para fins políticos. Quem defende direitos humanos passou a ser associado a esquerda.
Na minha concepção de direitos humanos a vida deve estar em primeiro lugar, sempre. Agora, qual vida vem primeiro? A vida do bandido que aponta uma arma para um trabalhador tentando ganhar seu ganha pão dignamente ou da vítima? Comissões e ONGs de direitos humanos só visitam famílias de bandidos, só lutam em defesa de quem está na margem da lei ignorando quem defende e quem vive dentro da lei.
Bandido bom é bandido preso cumprindo a pena proporcionalmente ao delito cometido. Não necessariamente em um hotel cinco estrelas. Presídio não é para ser depósito de pessoas, mas não é colônia de férias para ter luxo. Se é para escolher, eu prefiro o bandido morto do que a vítima ou o policial.
A PM Kátia Sastre cumpriu o seu dever de proteger a sociedade usando treinamento que recebeu do Estado
O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), foi criticado pelo jornal Folha de S.Paulo por ter homenageado a PM de Suzano/SP, Kátia da Silva Sastre, que matou um bandido que assaltaria uma escola com mães e crianças, inclusive a própria PM estava de folga com a filha no local em uma festa pelo dia das mães. A Folha usou até uma recomendação da PM/SP para recriminar o governador, mas o alvo do jornal era claro: o ato heroico da policial que evitou uma tragédia de grandes proporções.
É claro que houve excesso nas redes sociais de gente comemorando a morte do infeliz que pegou uma arma para assaltar mães indefesas com crianças. Mas a maioria aplaudiu foi o ato da mãe PM. Foi um gesto automático e tecnicamente perfeito. Ela simplesmente poderia não ter feito nada, não tinha obrigação por estar de folga, evitando que a turminha dos direitos humanos (para bandido) começassem a ladainha de sempre ou algum procurador de viés de esquerda fazer uma denúncia ridícula alegando “excesso de legítima defesa” igual com o cunhado de Ana Hickmann.
A PM Kátia Sastre cumpriu o seu dever de proteger a sociedade usando treinamento que recebeu do Estado. O resto é choro de gente que não gosta da polícia, chama a corporação de “fascista”, mas a primeira coisa que faz quando se encontra em perigo é ligar para o 190. Que trata bandido como “vítima da sociedade”, que comete crimes por falta de oportunidades, ofendendo quem é pobre, trabalhador e honesto. Os “nossa, não precisava atirar para matar”, primeiro que não atirou para matar, o bandido morreu no hospital e não lembram da PM catarinense Caroline Pletsch, morta enquanto passava férias no Rio Grande do Norte apenas por ser policial. Certeza que o meliante descobrisse que PM era policial, ele não pensaria duas vezes para airar para matar.
O governador quis tirar uma casquinha da popularidade que o caso tomou, é verdade. Mas esse oportunismo do bem é super válido. Oxalá que os governantes passem a homenagear quem protege a sociedade e não dê ouvidos para jornalista militante de jornal decadente.