Miss Universo, feminismo e desconstrução de princípios básicos

Miss Universo foi tomado pela lacração, “quebração de tabus” e, até mesmo, pasmem, feminismo

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Finalistas Miss Universo 2017 (foto: Steve Marcus, Reuters)

NANDA XIE

Nos próximos dias ocorrerá o Miss Universo na Tailândia, o concurso tradicional de beleza coroará a mais bela mulher do mundo. Já foram coroadas belezas extraordinárias como Natalie Glebova, em 2005, Leila Lopes, em 2011, e, claro, a nossa única Miss Universo, Marta Vasconcelos, em 1968.

Tornar-se Miss Universo é um sonho para muitas, principalmente na Venezuela- o país ficou conhecido como “fábrica de misses”, possui 7 vitórias. Por lá, o sonho de ser coroada começa desde muito cedo. Os concursos de beleza tornaram-se parte da cultura venezuelana. Por muitos anos, milhares de pessoas se reuniam para assistir o maior concurso de beleza mundial no estádio Poliedro de Caracas. Por conta da crise enfrentada pelo país e agravada pelo ditador do partido socialista, Nicolás Maduro, várias mulheres venezuelanas já desistiram de representar seu país de origem e a Venezuela passou a “exportar” misses.

Apesar do glamour e anos de ouro, atualmente o Miss Universo foi tomado pela lacração, “quebração de tabus” e, até mesmo, pasmem, feminismo – lembrando que em 1968 centenas de mulheres se juntaram para protestar contra o Miss America. Isso só prova o óbvio: as feministas jamais aceitaram a liberdade feminina de fato. O politicamente correto dominou os concursos de beleza e o mesmíssimo Miss America, anunciou o fim do tradicional desfile de biquínis, com a alegação de que irão deixar de julgar a aparência física das candidatas e das avaliações pautadas pela beleza propriamente dita das concorrentes. É uma verdadeira piada.

As apostas para os concursos de beleza ocorrem todos os anos. A grande aposta para esse ano é a miss Espanha, Angela Poncé, o primeiro homem a participar de um concurso da franquia Miss Universo. Entretanto, não é a primeira vez que isso acontece. Jenna Talackova, modelo transexual, foi candidata pela cidade canadense de Vancouver em 2012, mas foi desclassificada pois o politicamente correto não havia tomado um espaço até então exclusivamente feminino.

Lembrando que quando o presidente americano, Donald Trump, deixou de ser dono da franquia, qualquer pessoa independente do sexo, pôde participar do concurso feminino. É, a esquerda tenta enfiar goela abaixo o politicamente correto enquanto assistimos homens invadindo espaços femininos. Vivemos dias estranhos.

Cadê as feministas? Continuarão assistindo homens travestidos de mulheres batendo recordes femininos e conquistando espaços exclusivamente femininos? Continuarão negando a biologia? E se fosse o contrário? Uma mulher CIS, como eles gostam de dizer, participasse de um concurso de beleza exclusivamente trans? Será que o politicamente correto e a galera da lacração apoiaria tal decisão ou diriam que a mulher CIS estaria tomando o espaço dos transgêneros? Tentam e insistem em desconstruir os princípios básicos.

Angela Poncé não é a mais bela dali, não mesmo. O sexo biológico tornou-se uma desvantagem para as outras concorrentes. Se querem quebrar tabus, então por qual motivo não vemos esses mesmos grupos de lacradores tentando quebrar regras idiotas dos concursos, como por exemplo, uma miss não poder ter filhos ou ser casada. Eles jamais falarão disso. Pelo contrário, se manifestam negativamente quando uma mulher escolhe tal estilo de vida mesmo que ela esteja satisfeita e sendo paga por fazer o que quer fazer. Liberdade e feminismo para quem? Homens? É loucura, histeria pura e simples.

Nanda Xie é líder e fundadora do MBL estudantil

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Autor: Brasil Decide

Política e democracia

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