
O programa “Zorra” fez o melhor esquete de política desde a sua reformulação e resumiu em forma de paródia o escândalo da Lava Jato. Deve ter doído em Sergio Moro e Deltan Dallagnol tamanha gozação em plena rede de televisão “parceira” da operação policial. Mas a Globo separa o núcleo artístico (progressista e de esquerda) do jornalismo (lavajatista).
Também doeu em quem acha que um juiz deve aliar-se à acusação para enfrentar corruptos, mesmo que isso fira a fundamental isonomia da Justiça, as leis e códigos de conduta.
O humor é um dos combustíveis da democracia e da liberdade. E bem calibrado faz bem para saúde.
“Eu antes era herói”. Muito bom o quadro do Zorra ontem. O herói desmoronou! pic.twitter.com/VVOQBu48qH
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) 16 de junho de 2019