Biden não resiste à pressão

O presidente dos EUA Joe Biden renunciou à candidatura pela reeleição na eleição americana que será disputada em novembro. Biden vinha sofrendo muita pressão de correligionários do partido democrata, de financiadores de campanhas dos democratas e de militantes.

Biden sentiu muito o ex-presidente Barack Obama engrossar o coro pela desistência dele. Lembrando que Biden foi o vice de Obama e foi importante para ele vencer resistências nas campanhas que o ex-presidente venceu.

A pressão pela desistência começou pelo desempenho de Biden no debate na CNN e só cresceu com gafes do presidente. E o temor de Donald Trump voltar à Casa Branca. Mas nas pesquisas Biden vem mantendo uma disputa acirrada com Trump.

Na carta de renúncia Biden deu seu apoio para a vice-presidente Kamala Harris ser a indicada do partido. Vejo que, se o partido democrata indicar Kamala, vai ficar mais fácil para Trump.

Vejo ela como representante de uma esquerda radical do partido democrata e seria tudo que o republicano deseja enfrentar. Aliás, Trump já lançou pedras a ela antes mesmo de indicada.

Se o partido democrata deseja manter sua permanência na Casa Branca tem que ter um candidato que dialoga com o eleitorado conservador e de centro. Não vai adiantar ter o eleitorado democrata fiel, vencer nos estados que dão vantagem ao partido e perder nos estados que decidem eleições no colégio eleitoral.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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