Eleições em Tejuçuoca-CE

Tejuçuoca foi emancipada de Itapajé no final de 1987, com a aprovação da Assembleia Legislativa do Ceará (ALECE), foi oficializado em 13 de janeiro de 1988, a data ficou sendo comemorativa de aniversário do munícipio. No mesmo ano aconteceu a eleição para população escolher o primeiro prefeito do novo município.

No vídeo a seguir de um grupo de alunos do munícipio você pode conhecer um pouco da história de Tejuçuoca.

Vamos aos prefeitos eleitos de Tejuçuoca:

1988: João da Silva Mota Filho (PFL) venceu com 2.181 votos.

1992: José Rubens Dutra Mota (PSDB) venceu com 3.642 votos.

1996: João da Silva Mota Filho (PSD) venceu com 4.172 votos.

2000: João da Silva Mota Filho (PSDB) foi reeleito e conseguiu o terceiro mandato de prefeito, com 4.671 votos.

2004: Edilardo Eufrásio da Cruz (PSDB) foi eleito com 4.676 votos (40 votos de diferença para o seu adversário naquela eleição).

2008: Edilardo Eufrásio (PSDB) foi reeleito com 6.706 votos.

2012: Francisco Valmar Mota Bernardo (PDT) venceu com 6.033 votos.

2016: Antônia Heloide Estevam Rodrigues (PMDB) venceu com 6.420 votos.

2020: José Antunizio de Brito (PSD) venceu a eleição no meio da pandemia de covid-19 com 7.476 votos.

2024: José Antunizio de Brito (Republicanos) foi reeleito com 10.743 votos – quase 80% dos votos válidos.

Eleições em Fortaleza-CE

A primeira eleição para prefeito de Fortaleza após a redemocratização aconteceu em 1985. Maria Luíza Fontenele (PT) venceu a disputa contra Paes de Andrade (PMDB) e Lúcio Alcântara (PFL).

Em 1988, o governador Tasso Jereissati (PMDB) lança Ciro Gomes (PMDB) para prefeito da capital cearense, fazendo dele o prefeito mais jovem das capitais brasileiras.

Em 1992, Antônio Cambraia (PMDB) vence a disputa.

Em 1996, Juraci Magalhães (PMDB) é eleito e reeleito no ano 2000.

Em 2004, o PT volta a vencer a eleição na capital cearense com Luizianne Lins, impulsionada pelo primeiro governo Lula.

Em 2008, Luizianne é reeleita já no primeiro turno.

Em 2012, rompida com o então governador Cid Gomes (PSB), Luizianne lança Elmano de Freiras (PT) na sua sucessão e tinha certeza na vitória do seu candidato que chegou a dizer que elegeria até um poste apagado. No fim, o “poste apagado” perdeu para o candidato do Cid, Roberto Claudio (PSB).

Em 2016, Roberto Claudio (PDT) é reeleito.

Em 2020, em plena pandemia de covid-19, José Sarto (PDT) é eleito.

En 2024, Evandro Leitão (PT) e André Fernandes (PL) fizeram uma disputa que terminou 50,38% a 49,62%, com apenas pouco mais de 10 mil votos a favor de Leitão no segundo turno.

Eleições DF

Brasília saiu do papel pelas mãos de Juscelino Kubitschek ao assumir a presidência do Brasil. Ao ser cobrado por um eleitor de Goiás sobre mudar a capital para o planalto central como tinha na Constituição, JK prometeu que faria isso e conseguiu inaugurar a nova cidade no último ano do seu mandato, em 21 de abril de 1960.

Aqui temos vários textos sobre Brasília.

Leia aqui e aqui.

Brasília era administrada por alguém designado pelo governo federal. A partir de 1990 os eleitores da capital passaram a votar e eleger diretamente o governador, vice-governador e deputados distritais para governarem o Distrito Federal (não só Brasília). Joaquim Roriz foi o primeito governador eleito de Brasília e teve como vice a filha de JK, Márcia Lemos Kubitschek de Oliveira.

1990
Joaquim Roriz (PTR) 366.035 votos (55,49%)

Carlos Saraiva (PT) 133.704 (20,27%)
Maurício Corrêa (PDT) 94.239 (14,28%)

1994
Cristovam Buarque (PT) 460.137 (53,89%)

Valmir Campelo (PTB) 393.710 (46,11%)

1998
Joaquim Roriz (PMDB) 537.753 (51,74%)

Cristovam Buarque (PT) 501.523 (48,26%)

2002
Joaquim Roriz (PMDB) 642.256 (50,62%)

Geraldo Magela (PT) 626.478 (49,38%)

2006
José Roberto Arruda (PFL) 663.364 (50,38%)

Maria Abadia (PSDB) 315.671 (23,97%)
Arlete Sampaio (PT) 275.660 (20,93%)

Rogério Rosso (PMDB) venceu eleição indireta em 2010 após os afastamentos do governador e vice-governador, com 54,17% dos votos dos deputados distritais.

2010
Agnelo Queiroz (PT) 875.612 (66,10%)

Weslian Roriz (PSC) 449.110 (33,90%)

2014
Rodrigo Rollemberg (PSB) 812.036 (55,56%)

Jofran Frejat (PR) 649.587 (44,44%)

2018
Ibaneis Rocha (PMDB) 1.042.574 (69,79%)

Rodrigo Rollemberg (PSB) 451.329 (30,21%)

2022
Ibaneis Rocha (PMDB) 832.633 (50,31%)

Leandro Grass (PV) 434.587 (26,26%)
Paulo Octávio (PSD) 123.715 (7,48%)

Eleições Minas Gerais

Minas Gerais é o estado “swing state” do Brasil, que vai para um lado e outro a cada eleição, fazendo na maioria absoluta das vezes o vencedor de lá vencer a eleição por ser o segundo maior colégio eleitoral do país e por Minas ser a fotografia do Brasil distribuído nas microrregiões do estado.

Chegou a vez de conferir as eleições para governador em Minas Gerais na redemocratização.

1982: Tancredo Neves (PMDB) venceu Eliseu Resende (PDS).

Tancredo: 2.667.595 (51,13%)
Eliseu: 2.424.197 (46,47%)


1986: Newton Cardoso (PMDB) derrotou Itamar Franco (PL).

Newton: 2.869.635 (47,12%)
Itamar: 2.570.439 (42,21%)


1990: Na disputa dos Hélios, o Garcia (PRS) derrotou o Costa (PRN).

Hélio Garcia: 3.164.094 (51,28%)
Hélio Costa: 3.006.361 (48,72%)


1994: Impulsionado pelo sucesso do Plano Real que levou o seu partido à presidência da República, Eduardo Azeredo (PSDB) se tornou governador de Minas derrotando Hélio Costa (PP).

Azeredo: 4.370.836 (58,65%)
Costa: 3.081.094 (41,35%)


1998: Após deixar a presidência da República, Itamar Franco (PMDB) tentou novamente ser governador e teve como vice quem o derrotou na outra vez, Newton Cardoso, conseguindo derrotar o atual governador Eduardo Azeredo (PSDB).

Itamar: 4.808.652 (57,62%)
Azeredo: 3.537.458 (42,38%)


2002: Minas entrou na polarização de tucanos e petistas. O neto de Tancredo, Aécio Neves (PSDB) derrotou Nilmário Miranda (PT).

Aécio: 5.282.043 (57,68%)
Nilmário: 2.813.857 (30,72%)


2006: Aécio Neves (PSDB) é reeleito com votação recorde e com Nilmário Miranda (PT) sendo outra vez o principal candidato opositor.

Aécio: 7.482.809 (77,03%)
Nilmário: 2.140.373 (22,03%)


2010: Aécio se afasta para concorrer a uma vaga no Senado, Antonio Anastasia (PSDB) é reeleito. Hélio Costa (PMDB) tentou novamente ser governador e mais uma vez saiu derrotado.

Anastasia: 6.275.520 (62,72%)
Costa: 3.419.622 (34,18%)


2014: Fernando Pimentel (PT) é eleito no primeiro turno pondo fim a era tucana que teve como candidato Pimenta da Veiga (PSDB).

Pimentel: 5.362.870 (52,98%)
Pimenta: 4.240.706 (41,89%)


2018: Descontentes com o governo Pimentel em uma quadra conturbada e sem querer os tucanos de volta, os mineiros elegeram Romeu Zema (Novo). O outsider aproveitou a onda que elegeu Jair Bolsonaro presidente para derrotar petistas e tucanos.

Zema: 6.963.806 (71,80%)
Anastasia: 2.734.452 (28,20%)


2022: Romeu Zema (Novo) é reeleito no primeiro turno derrotando o ex-prefeito de Belo Horizonte que foi o principal desafiante, Alexandre Kalil (PSD).

Zema: 6.094.136 (56,18%)
Kalil: 3.805.182 (35,08%)

Eleições RJ

Chegou a vez de conferir as eleições no Rio de Janeiro a partir de 1982 com a redemocratização.

1982: Leonel Brizola (PDT) e Moreira Franco (PDS) fizeram uma disputa apertada decidida voto a voto. Brizola saiu vencedor por 1.709.180 votos contra 1.530.706 votos.

A eleição ficou marcada pelo escândalo da Proconsult.

Caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para impossibilitar a vitória de Leonel Brizola, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao governo do Rio de Janeiro, de modo a favorecer Moreira Franco, candidato apoiado pelo regime militar. A fraude consistia em um sistema informatizado de apuração dos votos, feito pela empresa Proconsult, associada a antigos colaboradores do regime militar. A mecânica da fraude consistia em transferir votos nulos ou em branco para que fossem contabilizados para Moreira Franco, candidato do PDS (antigo ARENA). As regras da eleição de 1982, quando se votou para governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador impunham que todos os votos fossem em um mesmo partido. Portanto, estimava-se um alto índice de votos nulos. Os indícios de que os resultados seriam fraudados surgiram da apuração paralela contratada pelo PDT à empresa Sysin Sistemas e Serviços de Informática que divergiam completamente do resultado oficial. Outra fonte que obtinha resultados diferentes dos oficiais foi a Rádio Jornal do Brasil. Roberto Marinho foi acusado de participar no caso.

A fraude foi extensamente denunciada pelo Jornal do Brasil (principal concorrente de O Globo da família Marinho no Rio) e relatada posteriormente por Paulo Henrique Amorim, Maria Helena Passos e Eliakim Araújo. Devido à participação de Marinho no caso, a tentativa de fraude é analisada no documentário britânico Beyond Citizen Kane de 1993. A Rede Globo por sua vez, defende-se que nunca havia contratado a Proconsult e que se baseava a totalização dos votos daquela eleição na totalização própria que o Jornal O Globo estava fazendo.

1986: O vice-governador Darcy Ribeiro (PDT) foi o candidato da situação contra o opositor Moreira Franco, que trocou o PDS pelo PMDB e a troca o fez sair vencedor por 3.049.776 votos a 2.217.177 votos.

1990: Leonel Brizola (PDT) volta a ser eleito governador após a derrota na disputa presidencial de 1989. Brizola enfrentou dessa vez Jorge Bittar (PT) e venceu com facilidade – 3.521.206 votos a 1.040.227 votos.

1994: Marcello Alencar (PSDB) venceu Anthony Garotinho (PDT) em um inédito segundo turno no RJ – 3.537.866 votos (56,08%) x 2.771.074 votos (43,92%).

1998: Com a desistência do governador Marcello Alencar em tentar a reeleição, Anthony Garotinho (PDT) derrotou Cesar Maia (PFL) – 4.259.344 votos (57,98%) a 3.087.117 votos (42,02%) – e virou governador.

2002: Garotinho deixou o governo para ser candidato a presidente, a vice-governadora Benedita da Silva (PT) assumiu o governo e disputou a reeleição contra Rosinha Matheus Garotinho (PSB). A esposa do Garotinho foi eleita já no primeiro turno com 4.101.423 votos (51,30%).

2006: Sérgio Cabral Filho (PMDB) disputou o segundo turno contra Denise Frossard (PPS). Cabral venceu com 5.129.064 votos (68%).

2010: Altamente popular, Sérgio Cabral não teve dificuldade para ser reeleito já no primeiro turno com 5.217.972 votos (66,08%).

2014: O vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) assumiu o governo nos últimos meses para tentar a reeleição e conseguiu derrotando Marcelo Crivella (PRB) por 4.343.298 votos (55,78%) a 3.442.713 votos (44,22%).

2018: O favorito era o ex-prefeito Eduardo Paes (Democratas), mas a eleição daquele ano foi marcada pela operação Lava Jato que virou a política de ponta cabeça impulsionando a onda antissistema. O desconhecido Wilson Witzel (PSC) surpreendeu ao terminar em primeiro no primeiro turno e confirmou a vitória no segundo contra o Paes – 4.675.355 votos (59,87%) a 3.134.400 votos (40,13%).

2022: Witzel foi cassado pela Assembleia legislativa e o vice-governador Cláudio Castro (PL) assumiu o governo sendo reeleito já no primeiro turno com 4.930.288 votos (58,67%).