
Na redemocratização, os estados foram os primeiros a ter eleições diretas para governador, antes de ter para presidente. No Ceará, já aconteceram 11 eleições.
Em 1982, venceu Gonzaga Mota, do PDS, o partido substituto da Arena que foi o partido de sustenção política dos militares.
Em 1986, o PMDB venceu em quase todos os estados impulsionado pelo sucesso passageiro do Plano Cruzado do presidente José Sarney. O jovem empresário Tasso Jereissati surpreende ao derrotar o vice-governador Adauto Bezerra. Seu governo foi marcado por uma transformação econômica e social.
Em 1990, Tasso, que trocou o PMDB pelo recém criado PSDB, faz o seu sucessor, Ciro Gomes, que era o prefeito de Fortaleza. Ciro ampliou as transformações no estado chamando a atenção do presidente Itamar Franco, que o convidou para ser ministro da Fazenda na consolidação do Plano Real.
Tasso volta ao governo do estado em 1994 e é reeleito em 1998.
Em 2002, o PSDB mantém o poder no Ceará, mas Lúcio Alcântara quase é derrotado por José Airton (PT) – 0,08% de diferença – 3.047 votos. A campanha de Lúcio apelou até ao voto “LuLu” – Lúcio e Lula.

Em 2006, Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, derrota Lúcio já no primeiro turno. Tasso não queria que o governador fosse para a reeleição e não fez campanha para Lúcio. Inácio Arruda foi eleito senador na chapa com Cid e Lula.
Em 2010, Cid é reeleito. Mas aquela eleição ficou marcada pela derrota de Tasso para o Senado. O presidente Lula fez a chapa Eunicio Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) para justamente derrotar Tasso. Lula queria vingança contra alguns senadores que lideraram a derrubada da CPMF. Tasso sentiu o abandono de antigos aliados e se aposentou da política.
Em 2014, Cid lança Camilo Santana (PT) e vence no segundo turno Eunicio Oliveira (PMDB) apoiado por Tasso, que volta para política se elegendo senador com grande votação.
Em 2018, praticamente sem adversários, Camilo é reeleito com quase 80% dos votos no primeiro turno. Cid Gomes (PDT) foi eleito senador e a grande surpresa naquela eleição foi a segunda vaga para o Senado. Eduardo Girão (PROS) tirou a vaga do Eunicio (PMDB), que era presidente do Senado, por 0,16% de diferença – 11.993 votos.
Em 2022, PT e o grupo do Ciro Gomes romperam. PDT lançou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, e não a governadora Izolda Cela, a vice que assumiu o governo com a renúncia de Camilo para disputar o Senado (eleito com quase 70% dos votos). Camilo e Lula lançaram Elmano de Freitas (PT) contra Roberto Claudio e foi eleito no primeito turno, Claudio terminou em terceiro atrás do Capitão Wagner (UNIÃO BRASIL). Ciro amargou um quarto lugar na eleição presidencial com apenas 3%, o seu pior resultado eleitoral. Anunciou aposentadoria da política, mas voltou ao PSDB e seu nome é quem ameaça a reeleição do governador Elmano.