
A imprensa é fundamental na democracia. É ela que fiscaliza o Estado, não só o governo de ocasião, como também o setor privado e por aí vai. A impressa tem um poder gigante e por isso é chamada de o quarto poder.
Justamente por todo esse poder não podemos ser ingênuo e os jornalistas hipócritas, de achar que a imprensa não manipula o debate político e não tem lado. Tem lado e manipula quando quer.
A última é essa caçada ao ministro Alexandre de Moraes. É possível questionar o escritório da mulher dele ter como cliente o problemático Banco Master por uma fortuna. O que passa do limite do jornalismo são as ilações, as manchetes e notícias que não param em pé.
Tudo para vender mais jornais, ter mais cliques, mais audiência e também por interesses não republicanos. Sim, a caçada da imprensa ao Moraes não é por ética e moralidade no STF. É por interesse. Para rebater quem acusa o jornalismo de ter lado político.
Malu Gaspar, “lavajatista” de carteirinha, escreveu uma matéria com uma grave denúncia e as provas são meia dúzia de fontes que ouviram dizer que o ministro intercedeu pelo banco para o presidente do Banco Central. Merval Pereira, outro “lavajatista” e antipetista, quer derrubar o ministro alvo do bolsonarismo para a construção de um grande pacto que alivie a situação de Jair Bolsonaro em troca dele abençoar Tarcísio de Freitas, o favorito dessa turma, dos políticos fisiológicos e da Faria Lima, que julgam o governador de São Paulo a melhor opção para derrotar Lula.
Setores da mídia, da elite política e econômica não querem um quarto mandato presidencial do nordestino metalúrgico e farão de tudo para impedir que o petista tenha mais uma vitória eleitoral.