PMDB na ‘moita’ espera o momento chave para tomar o poder do PT

Uma ‘teoria conspiratória’ que pode acontecer

impeachment-capa-epocaA Revista Época dessa semana vem com o título de capa “A guarda do Palácio: Pode não parecer, mas é o PMDB de Renan, Temer e Eduardo Cunha que protegerá Dilma da ameaça de impeachment”. A seguir uma ‘teoria conspiratória’. Não é uma análise fundamentada. É apenas chute (no vácuo) que pode acontecer.

Acredito que o trio do PMDB apenas aguarda o momento mais apropriado para puxar o tapete da presidente Dilma. Das ações que ameaçam o governo, a bomba que tem mais chance de explodir é a do TCU, as ‘pedaladas fiscais’. No TSE é mais difícil comprovar que dinheiro desviado da Petrobras irrigou a campanha do PT. Agora, vai ser muito difícil o governo convencer que não feriu a LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal – no julgamento da prestação de contas de 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma. São 13 pontos que o governo precisa se explicar.

Depois da análise das contas no TCU – Tribunal de Contas da União – e o tribunal reprovando-as, o Congresso Nacional é que vai dar a última palavra, se deputados e senadores referendarem a decisão do TCU, o caminho do impeachment está aberto.

Eduardo Cunha não vai perder a chance de assumir como presidente da República mesmo por pouco tempo. E Michel Temer não vai deixar o cavalo selado passar na frente dele. O cenário e enrendo estão prontos, só falta os atores executarem o plano. Aguardemos.

Dormindo com o “inimigo”

cunha

O aguardado programa nacional de TV e rádio do PMDB não teve nenhuma bomba, mas deixou um recado ao PT. Bem produzido e com uma cara da série americana “House of Cards”, o destaque foi a não menção do nome da presidente Dilma Rousseff em nenhum momento dos 10 minutos do programa partidário do vice-presidente eleito na chapa do PT, que também não teve o nome citado. Até parecia que o presidente da República eleito era o Michel Temer, do PMDB.

Está claro que o casamento entre PT e PMDB acabou. É aquele casamento que se mantém apenas nas aparências, com o prazo de validade vencido, só esperando o momento de pular fora. O programa dos peemedebistas foi um recado ao PT: a partir de hoje é cada um por si.

Dilma vai precisar de muitos cargos para acalmar aquele que, em tese, seria o seu fiel aliado, o partido do seu vice-presidente. O PMDB deixou claro que não vai morrer abraçado com o PT, nem vai defender a presidente em um eventual processo de impeachment.