25 anos de progresso

posses presidenciais

Entendo quem votou na Dilma porque o Brasil saiu do mapa da fome da ONU. Isso é um feito gigante e é digno de voto. O Brasil passou anos com esse problema crônico que era a fome de milhões de brasileiros, principalmente no norte e no nordeste. A economia pode voltar a crescer e a inflação voltar ao teto da meta com as correções dos erros do primeiro mandato da presidente Dilma. Contudo, não acredito que será uma melhora muito satisfatória.

Essa conquista do Brasil sair do mapa da fome da ONU é mérito dos governos do PT (Lula e Dilma), mas também tem o DNA tucano. Sem o Plano Real (no governo Itamar), as reformas – isso inclui as privatizações, que, se não foram o ideal, ajudaram muito a dinamizar a capenga economia brasileira – dos dois governos do PSDB (FHC) e a continuidade do tripé macroeconômico mantido por Lula, não seria possível os avanços sociais da última década.

Mérito também ao ex-presidente Fernando Collor. Foi no governo Collor que a economia brasileira começou a se abrir. A indústria automobilística foi modernizada e as carroças foram substituídas por carros do ano. Portanto, conquistas de hoje são frutos de sementes plantadas pelos últimos governos depois da redemocratização. Cada governo tem seu toque, sei jeito de governar, mas os sucessores mantiveram as bases dos anteriores. O que é o que tem que ser feito por um governante sério, enfim, um estadista. Se não fosse isso, o Brasil não tinha progredido e ainda conviveria com a fome de milhões brasileiros. Ainda está longe de ser um país desenvolvido. Mas são conquistas para comemorar: democracia, estabilidade econômica, redução da miséria.

É chegado o momento do segundo passo: desenvolvimento sustentável e melhoria dos serviços públicos.

Empreendedorismo

No Brasil, o funcionalismo público é “cool”. O empreendedor é “ganancioso e opressor”. É por pensamentos assim que o Brasil nunca deixa de ser “o país do futuro” e não se desenvolve por completo. Não sou liberal nem defendo o liberalismo como bandeira e muito menos o “neoliberalismo”.

Mas é óbvio que só com empreendedores que um país cresce e se desenvolve sustentavelmente. Se deixar tudo nos mãos de um governo, seja de que partido for, o negócio não anda ou anda devagar demais. Comunismo, socialismo, nacional-desenvolvimentismo já deram inúmeras provas que são um fracasso e trazem prejuízos econômicos e sociais incalculáveis a um país. Também não existe mais essa dicotomia capitalismo contra o comunismo.

A Social Democracia nos moldes da Europa é a melhor forma possível de governo. A livre iniciativa com alguma regulação governamental e políticas sociais compensatórias para quem não pode caminhar com “as próprias pernas”. Sim, ensinar a pescar o peixe é legal, mas não pode deixar morrer de fome, tem que dar o peixe a quem precisa. Muitos chamam isso de estar “em cima do muro” ou “dentro do armário” politicamente. Não importa. Melhor ficar isolando de grupinhos da internet e desagradar os “dois lados” do que renegar suas ideias.

Só com um país com menos burocracia para quem quer abrir um negócio próprio sem uma carga tributária pesada e sem encargos trabalhistas sufocantes para quem gera empregos e sem o popular Capitalismo de Estado é que o Brasil será um país próspero. E um dia não precisar mais existir o programa Bolsa Família porque todos têm condições de pescar o seu peixe.

Desagradando a esquerda

A esquerda brasileira não se conforma que a presidente Dilma tenta corrigir as lambanças do primeiro mandato aplicando o receituário “neoliberal”, que seria aplicado por Aécio Neves ou Marina Silva caso um dos dois fosse o vitorioso na eleição de 2014, segundo a própria campanha petista durante o pleito.

Alguns esquerdistas e intelectuais de esquerda não entendem que políticas populistas acabam é criando uma elite corrupta. Desarranjos na economia no lugar de desconcentrar e distribuir renda fazem é aumentar a pobreza. Economia não é jogo de soma zero.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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