Esse país está uma bagunça, um verdadeiro caos. Presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) recebendo honorários indevidos, juiz usando carro em poder da justiça de réu, caminhoneiros fechando vias em vários estados e Lava Jatos da vida. Além de brigas entre fanáticos de partidos e ideologias nas ruas ressuscitando o clima beligerante das últimas eleições.
É inadmissível aceitar ou relativizar o que ocorreu com o ex-ministro da economia do Brasil, Guido Mantega. Ele foi como cidadão levar sua esposa para um tratamento de câncer no Hospital Israelita Albert Einstein, e alguns cretinos começaram a gritar no refeitório do hospital “vai pro SUS” e “vai pra Cuba”. Se você relativiza um episódio desses por política, você está sendo apenas um grande imbecil sem humanismo e com uma pedra no lugar do coração.
Não é política ou indignação e revolta contra o governo. É apenas um idiota com uma atitude cretina justificando uns sem-cérebro que ficam repetindo corrente de rede social e palavras de ordem estúpidas. O Brasil é um país que tinha tudo para liderar o mundo. Um país continental com belezas e abundância de riquezas naturais (amaçadas pela boçalidade do homem), mas que não consegue se desenvolver. O eterno “país do futuro”. Isso tem várias causas. Governos incompetentes, populistas e corruptos, quando não as três coisas juntas.
Contudo, o povo também tem muita responsabilidade. A classe política é o retrato da população, o povo é quem vota e coloca bandido do colarinho branco e fundamentalista no Congresso. A “malandragem” e o “jeitinho brasileiro” é que levam à impunidade. É o grande fomento da deterioração do progresso e da ordem. É o que trava o desenvolvimento não só da economia como da população, o motor do atraso e da barbárie. Episódios do que aconteceu com Guido Mantega e a guerra de militantes no ato das centrais sindicais em “defesa da Petrobras” são provas que o brasileiro perdeu a capacidade (se é que alguma vez teve) de viver em uma sociedade democrática e plural.
Já alertava em outubro que o clima de guerra da eleição estava se transportando das redes sociais para às ruas.