
Lula só se candidata novamente se o governo da presidente Dilma recuperar um pouco da popularidade perdida. É o que diz a Folha. Pelo último Datafolha, só 13% aprovam o governo Dilma, Lula espera que um ano antes da eleição presidencial de 2018 a avaliação do governo esteja pelo menos em um patamar regular.
O ex-presidente tem medo de repetir Leonel Brizola. Brizola era um dos favoritos na eleição de 1989 – disputou com Lula quem disputaria o segundo turno contra Collor, Lula venceu por diferença mínima. Já na eleição seguinte, Brizola perdeu até para Éneas Carneiro (PRONA), ficando em quinto lugar na eleição de 1994.
Lula quer uma bandeira para defender e mostrar aos eleitores, o que será quase impossível se o atual governo naufragar, já que Lula foi o fiador de Dilma Rousseff. Na mesma pesquisa do Datafolha de março, Aécio Neves apareceu na frente de Lula em uma provável disputa entre os dois, o que era impensável cinco anos atrás.
Mesmo combatendo o ajuste fiscal de Joaquim Levy nos bastidores, Lula torce para ele funcionar e equilibrar as contas públicas resgatando a economia, além de o governo apresentar uma “agenda positiva”, elevar o índice de aprovação para números menos danosos para o governo Dilma, para o PT e para as próprias pretensões de Lula.