
Uma das virtudes do parlamentarismo é o mandatário se retirar do poder sem ruptura constitucional, sem golpes. O país não fica preso nas amarras do presidencialismo, das leis que prendem o mandato presidencial e só pode ser quebrado em último caso – impeachment ou cassação.
O parlamentarismo também tem a vantagem de o poder não ficar numa única mão. Existe o Premiê, o Primeiro-ministro, mas ele precisa prestar contas ao parlamento e a sociedade.
Se o Primeiro-ministro não cumprir suas metas e não contar com apoio popular, o parlamento pode pegar de volta seu mandato e convocar novas eleições sem nenhum trauma à democracia. Ou ele renuncia ao mandato igual o Primeiro-ministro da Grécia está fazendo, também sem problemas institucionais.
O presidencialismo de coalizão brasileiro já está esgotado. É um modelo que copia o parlamentarismo, só que é uma cópia mal feita. No parlamentarismo as negociações são feitas às claras. Talvez seja hora de uma troca no sistema de governo brasileiro, uma experiência no parlamentarismo. O que você acha?
Só esqueceu de falar que o chefe do executivo não é escolhido pelo povo, que os partidos menores e as minorias são quase ignoradas, que isso funciona em países pequenos (leste europeu) ou em monarquias constitucionais.
Como não é escolhido pelo povo? Há votação, só que a população vota no partido. Após a eleição é que são feitas coalizões se um partido não conseguir maioria no parlamento, não essa hipocrisia do presidencialismo de coalizão.