
O sistema eleitoral americano é confuso (nem tanto para quem estuda ele com calma). Ele recebe críticas de quem não entende como funciona a eleição para presidente de uma das democracias mais antigas e do país mais poderoso do planeta Terra.
O voto para presidente nos EUA não é direto. O eleitor americano vota no seu candidato escolhido, mas quem decide são os chamados delegados do colégio eleitoral. Cada estado americano tem um número de delegados determinado pelo tamanho da população. Se o candidato vencer no voto direto, por maioria simples, ganha todos os delegados do estado – em alguns estados existe um modelo híbrido para quem fica com os delegados.
A maior crítica a esse sistema é que um presidente pode ser eleito mesmo não conseguindo a maioria dos votos da população. Outra crítica é contra a qualificação do voto. Eleitores de estados mais populosos se tornam mais importantes do que os de população menor. O voto do eleitor de São Paulo, por exemplo, valeria mais que o voto do eleitor do Acre.
Mas é justo que os principais estados, que movem a economia de um país, tenham um peso maior na escolha do chefe da nação. Ocorre que a razão dos pais fundadores dos Estados Unidos instituírem o colégio eleitoral foi justamente para não privilegiar os estados populosos. Não seria justo estados que concentram a maior parte da população, como Califórnia e Nova York, praticamente definirem o presidente.
Paradoxalmente, o colégio eleitoral acaba dando igualdade entre os estados, mesmo a distribuição de delegados seguindo o critério populacional, porque um estado com três delegados pode decidir a eleição, o que dificilmente acontece sendo no modelo convencional. E se conta nos dedos de uma mão quantas vezes (apenas 5 vezes) o vencedor da eleição não teve mais votos.
Trazer o sistema eleitoral americano para o Brasil é uma ideia e, obviamente, precisaria de adaptações pelas nossas diferenças em relação aos Estados Unidos da América.