2018 com cara de 1989

O momento é propício para uma vitória de um candidato fora do establishment

No cenário de hoje, com a crise de representatividade se aprofundando, vejo vitória certa de um candidato fora do establishment ou até mesmo de Jair Bolsonaro (com chance bem menor, mas possível). Acho ingênuo quem descarta de cara o voto em Marina Silva porque ela foi do PT por 25 anos. Marina é a única que pode barrar um candidato fora do establishment ou Bolsonaro.

Os tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, além de Lula, não vejo eles com chances de vitória em um segundo turno de uma eleição que vai lembrar a primeira eleição direta para presidente pós-ditadura, em 1989. Todos perdem no segundo turno.

Ronaldo Caiado não tem força nacional, deve disputar para governador de Goiás.

Já Jair Bolsonaro, também não tem poder nacional, mas consegue canalizar mais o poder na internet do que o Caiado. Bolsonaro tem uma popularidade absurda na internet. Não é suficiente para vencer uma eleição, muito pelo contrário. Mas já aparece perto dos 10% nas pesquisas e pode pegar um público que não deseja mais votar no PSDB só porque do outro lado está o PT.

Ciro Gomes pode surpreender, mas precisa unir a esquerda e ele não é muito de união, um líder capaz de unificar para reerguer a esquerda. E justamente por Ciro não pensar nas consequências antes de soltar suas opiniões muitas vezes ácidas contra rivais políticos e até contra aliados.

O momento é propício para uma vitória de um candidato fora do establishment e só vai aumentar até 2018.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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