
Foi negado o pedido da defesa de Lula para que ele saia da cela especial na Polícia Federal de Curitiba para ir ao velório do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, que morreu na terça-feira última.
A defesa pediu com base no artigo 120 da Lei 7210/84, de execução penal, que diz: “presos condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.
A lei permite, o vice-presidente Hamilton Mourão, na condição de presidente em exercício, viu o caso como questão “humanitária” a autorização para que o ex-presidente pudesse ir ao enterro de seu irmão até por ter passado pela mesma coisa no ano passado.
Mas a PF em um relatório constrangedor negou e pediu indeferimento de pronto atendido pelo juíza responsável Carolina Lebbos. A PF usou até a tragédia de Brumadinho dizendo que os helicópteros estão em Minas Gerais e não teria como assegurar a segurança do preso, aos agentes que o levaria e não daria tempo o deslocamento antes do fim dos ritos da cerimônia.
Alegam os haters do ex-presidente que ele transformaria o velório em comício pela sua liberdade ou em oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. É provável que o PT tentaria pelo histórico do velório da ex-primeira dama Marisa Letícia, em 2017. Falam até em um possível esquema de fuga. Aí já é delírio de conspiracionista maluco.
Lula está pagando pelos seus erros criminalmente e politicamente com a derrota do seu partido na eleição presidencial. Negar a ele uma prerrogativa que está na lei não está na lista de punição e comemorar que ele não poderá se despedir de seu irmão não é disputa política ou ideológica, só ódio e sentimento vingativo do mais baixo possível, o que só colabora involuntariamente na narrativa de que Lula é um preso político.