
Todo mundo tem uma ideologia, valores e dogmas. Até quem diz não ter tem sim. O problema é se fechar. Não ser flexível a mudanças e nuances de todo tipo. É ser extremista.
A polarização política está acabando com amizades e até famílias. Pessoas inteligentes perdendo o equilíbrio e até o senso de realidade para defender seu ponto de vista, seu lado e seu político de estimação. Ou por puro cálculo político, como Romeu Zema, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e muitos outros.
Pessoas engolem sapos para entrarem em grupos, trocam de opinião (aqui não tem nada de errado, o problema é quando a nova opinião é errada) e até de princípios. Tudo por ideologia (ainda acusam os outros de ser ideológico) ou uma tese. Não vou nem citar os que se vendem.
Um exemplo não político é o Ivanildo Terceiro, o conheci liberal (está mais para libertário) e crítico a Jair Bolsonaro. Agora é um defensor do ex-presidente e hater de carteirinha dos ministros do STF. A última do Ivanildo foi dizer que Bolsonaro errou em “jogar nas quatro linhas” e deveria era ter feito uma revolução (meio contraditório uma pessoa de direita falando em revolução, mas essa é a direita revolucionária que quer mudar a ordem mundial “globalista”).
Ivanildo não concorda que o Brasil ficou muito perto de um novo golpe na democracia e tem convicção que a maior ameaça a ela é Alexandre de Moraes, com seus “cúmplices” de togas. Para ele se reunir com os comandantes das Forças Armadas para propor uma intervenção no TSE porque perdeu a eleição e não aceita não é golpe.
Não basta argumentar nem mostrar as provas, sempre consegue um jeito de minimizar ou defender o que aconteceu no final de 2022 e começo de 2023. Tudo por um antipetismo (antiesquerdismo) doentio e histérico. Há muitos Ivanildos por aí.