Nervosismo de Lula

O presidente Lula não é mais o mesmo. Não é sósia ou clone das teorias conspiratórias por aí. É porque o tempo passou, Lula mudou e a conjuntura é outra.

Quando deixou o governo em 2011 ao passar a faixa para Dilma Rousseff, Lula navegava em águas calmas, reinava só como o grande líder político e entregando o país crescendo com inflação controlada e sua popularidade beirando 90% de aprovação, quase unanimidade.

Agora o cenário é diferente: crescimento tímido do PIB, BC lutando para a inflação não sair do controle, a dívida pública acelerando para passar de 100% do PIB, a aprovação do presidente bem diferente de 15 anos atrás, problema na governabilidade no Congresso porque o governo é minoria e Lula não ser mais o articulista político que era precisando do STF para ter o mínimo de governabilidade, outra eleição decidida na rejeição dos candidatos e por diferença mínima. Problemas nas montagens dos palanques regionais.

Lula está apreensivo por medo de ser derrotado na sua muito provável última eleição que disputa. Derrota eleitoral não é novidade para quem perdeu 3 eleições presidenciais consecutivas, mas se despedir perdendo não está nos planos de Lula, que pretende manter o poder nas mãos do PT após a sua aposentadoria, só não sabe com quem por não ter deixado florescer novas lideranças políticas dentro do partido.

Por isso a irritação transbordando nos discursos, o nítido nervosismo por não conseguir controlar mais a narrativa como antes e chegando ao ápice de mostrar o dedo do meio em cerimônia oficial da presidência para quem o presidente enxerga como “inimigos dos pobres”.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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