
O Brasil não é campeão do mundo há 24 anos e contando… Não vence uma seleção europeia em mata-mata de copa desde 2002. Fez a sua segunda pior campanha em 2026 – igualando 1990 e 1966, só perde para 1934 que só jogou uma vez ao ser eliminado no primeiro jogo para Espanha.
O único país presente em todos mundiais, primeiro a vencer três, quatro e cinco vezes não consegue mais passar por seleções do segundo ou terceiro escalação europeu. Não é culpa da zona que é o futebol brasileiro e das confusões na CBF, porque ganhávamos apesar disso. Também não acredito na “geração ruim de jogadores” que não é como antes, mas passa longe de ser fraca.
Então qual o problema? Não sei. Talvez, sei lá, as outras seleções evoluíram simplesmente. Tudo evolui. Noutro dia escutei uma teoria que faz sentido: o desnivelamento nos clubes paradoxalmente aproximou o nível entre as seleções.
Sobre exclusivamente a seleção brasileira de 2026, a opinião prevalecente era que se fazia necessário um técnico estrangeiro e veio Carlo Ancelotti, um vencedor nos clubes europeus e tinha encerrado sua segunda passagem pelo Real Madrid vencendo mais duas Champions League. Mas o mister errou muito. Esquece a parte do Brasil ter jogado como se fosse um Bangu contra a Noruega e teve oportunidade de vencer aquele jogo, o cara faz uma convocação de 26 jogadores desquilibrada apostando em jogador já em hora extra, deixando fora outros que mereciam estar no grupo. O pior foram as escalações e as substituições que nem o nosso excelente Givanildo Oliveira faria.
Já o Neymar, não achei errada a convocação dele por achar que merecia como o último ato da carreira do maior artilheiro da seleção. O que incomodou foi como aconteceu a convocação: uma imposição de cima e a estranha não esclarecida situação clínica do jogador. O Ancelotti colocar Neymar em campo nos minutos finais contra a Noruega desencaixando o time para sastifazer não sei o que e quem.
Na minha opinião essa geração é não fraca, mas foi uma geração perdedora e Neymar será a cara dela.